RMDDH condena maus-tratos ao activista “Tanaice Neutro” na cadeia de Calomboloca
RMDDH condena maus-tratos ao activista "Tanaice Neutro" na cadeia de Calomboloca
tanaice

A Rede Moçambicana dos Defensores de Direitos Humanos (RMDDH) expressou esta terça-feira, 16, grande preocupação ao receber a notícia de agressões físicas e maus-tratos sofridos pelo activista angolano Gilson da Silva Moreira, conhecido como “Tanaice Neutro”, no interior do estabelecimento penitenciário de Calomboloca, onde cumpre pena de prisão.

“Tanaice Neutro” foi detido arbitrariamente a 13 de Janeiro de 2022, na sequência de vídeos que publicou nas redes sociais, onde alegadamente se referia ao Presidente da República, João Lourenço, como “palhaço”. Nos mesmos vídeos, o activista criticava as autoridades governamentais angolanas, chamando-as de “ignorantes”.

A 12 de Outubro de 2022, um tribunal angolano condenou “Tanaice Neutro” a 15 meses de pena suspensa e ordenou a sua libertação imediata devido a problemas de saúde. No entanto, até à data, o activista continua privado de liberdade e sem acesso a cuidados médicos.

Conhecido por utilizar o estilo musical angolano “Kuduro” para expressar as suas opiniões sobre questões sociais como desigualdade, corrupção, má governação e pobreza, “Tanaice Neutro” conquistou popularidade e respeito entre os cidadãos.

A RMDDH condena veementemente os maus-tratos e agressões físicas sofridas por “Tanaice Neutro” e exige uma investigação urgente e imparcial para responsabilizar os agressores.

A organização solidariza-se com a vítima e com todos os activistas angolanos que enfrentam a crescente repressão do governo, que limita os direitos à liberdade de associação, expressão e reunião pacífica, garantidos pela Constituição de Angola.

Angola, país irmão de Moçambique, está a experimentar um aumento das medidas repressivas contra activistas, defensores dos direitos humanos e todos aqueles que exercem os seus direitos fundamentais. A RMDDH apela à comunidade internacional para que se una ao pedido de justiça e respeito pelos direitos humanos em Angola.

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