
Adensa-se cada vez mais no seio de alguns círculos da Sociedade Política angolana a ideia segundo a qual o actual ministro de Estado e chefe da Casa Civil é o “predilecto” de João Lourenço para lhe render no cargo de Presidente da República. Mais do que uma ideia-peregrina, a informação que vai circulando em determinados meios não passa de especulação.
Adão de Almeida tem legitimidade para ambicionar o cargo de Presidente da República. É um direito que lhe assiste. A Constituição está do seu lado. Como está igualmente do lado de quem seja maior de dezoito anos e tenha os seus direitos civis e políticos em dia.
Eu também tenho o desejo de “estar” com a Miss Universo. É um desejo hedonista que me assiste. Tenho a sorte de ser (também) filho de Deus e não criatura.
Marcolino Moco é um jurista com ofício e oficina . É um político experimentado. Ele disse do alto da sua autoridade política que não recomendaria Adão de Almeida para substituir João Lourenço. E aduziu os seus argumentos de razão. Ele sabe do que fala e por quê . Está no podcast “Senso-Comum”. Pode ser revisitado com a ligeireza de um click.
Há quem garanta que a ideia de se indicar Adão de Almeida para o cargo de Presidente da República é bem acolhida no seio da JMPLA. Consta que tem o apoio deste segmento do partido no poder. Mas não se pode dizer o mesmo em relação ao partido no seu todo. O rumor tem dividido a Sociedade Civil e Política angolanas.
Fontes geralmente bem informadas garantem que a possibilidade de Adão de Almeida vir a render João Lourenço na Presidência da República nunca foi sequer cogitada no seio do partido (MPLA). Nunca se aventou tal possibilidade. Nem informalmente e muito menos formalmente. Não passam de rumores.
Atenção: Os rumores são criados por invejosos e alimentados por intriguistas. E espalhados por idiotas. Assim sendo, a conclusão é inequivocamente uma: querem lixar o Dadinho (Adão de Almeida).
Estão a insinuar que João Lourenço é a fogueira e Adão de Almeida a frigideira. Alguém está a fazer uma cama cheia de pulgas para o “miúdo”. É a máquina bem oleada da intriga política a funcionar a todo vapor
Auguro, pois, que não seja verdade. Mas já me constou – através de diversas fontes dignas de fé – que estes rumores são feitos por pessoas próximas de Adão de Almeida. Que é do interesse dele também que se dissemine esta “mexeriquice”.
A confirmar-se, Adão de Almeida está a colocar-se na “linha de tiro” dos “snipers-intriguistas” daqueles que no partido alegam não lhe reconhecer trajetória para estar na linha de sucessão.
A ser verdade que Adão de Almeida sabe e tem interesse nos rumores que correm à velocidade da luz por Luanda, significa que ele quer mesmo ir ao “jogo” e, alimentando os rumores, pretende testar a reacção do País político e deixar os veteranos do partido (MPLA) com os nervos à flor da pele.
A ser verdade que é Adão de Almeida e os seus colaboradores que propagam estes rumores, é bom que tome nota que isso pode ser prejudicial para a carreira e imagem política que está a erigir. Espalhar rumores para a sua autopromoção pode trazer benefícios a curto prazo. Mas a sustentabilidade e a ética políticas destas são profundamente questionáveis. E a idoneidade moral e política dos seus promotores também.
*Jornalista