
Mais uma voz se calou definitivamente na classe jornalística angolana. Manuela Lemos, apresentadora do informativo “África Hoje” da Televisão Pública de Angola (TPA), faleceu nesta quinta-feira, 25 de Julho, em Luanda, vítima de doença prolongada.
A notícia do seu passamento físico foi confirmada hoje, sexta-feira, 26, por familiares e colegas de trabalho. Profundamente consternados, lamentaram a perda de uma profissional que, desde muito cedo, contribuiu com o seu talento e vasta experiência para o crescimento da TPA, a primeira estação pública de televisão do país.
Com uma carreira sólida e notável, Manuela Lemos esteve recentemente à frente do programa “África Hoje”, transmitido de segunda a sexta-feira, das 14h às 15h.
O seu profissionalismo e dedicação fizeram dela uma referência no jornalismo angolano, admirada tanto por colegas quanto pelo público.
O ministro das Telecomunicações, Tecnologias de Informação e Comunicação Social, Mário Oliveira, manifestou hoje sentimentos de pesar pela morte, ontem de manhã, da malograda Manuela Lemos, vítima de doença, considerando que o seu desaparecimento físico deixa um grande vazio no jornalismo angolano.
“Foi com profunda dor e consternação que tomei conhecimento do falecimento da senhora Manuela Lemos, destacada profissional da Comunicação Social, ocorrido na madrugada desta sexta-feira, 26 de Julho, em Luanda, por doença”, escreve Mário Oliveira numa nota de condolências.
Segundo o governante, num contexto em que há no país, mas não só, a necessidade da regular e contínua passagem de testemunho, bem como da elevação e valorização do profissionalismo, “a morte repentina de Manuela Lemos deixa um vazio enorme no referencial e continuidade do jornalismo angolano”.
O ministro termina a mensagem endereçando à família enlutada, amigos e aos profissionais da TPA as mais sentidas condolências.
Por seu turno, o ministro das Relações Exteriores, Téte António, refere que o sector que dirige reconhece e valoriza o “notável contributo” de Manuela Lemos em prol da diplomacia africana, especialmente através do trabalho desenvolvido no programa “África Hoje” da TPA.
“Que a memória da apresentadora Manuela Lemos seja sempre lembrada e honrada pelo seu empenho e dedicação ao jornalismo e desenvolvimento do continente africano”, escreve Téte António.
O administrador de Conteúdos da TPA, Neto Júnior, destacou o profissionalismo de Manuela Lemos, cujos trabalhos lhe permitiram ser uma das pioneiras do programa “Janela Aberta”, depois de encantar os telespectadores com a apresentação do “Totoloto”.
Além do “África Hoje”, a jornalista foi ainda uma referência em programas de informação como o “Ecos & Factos” e “Jornal África”.
“Era uma pessoa afável e amiga de todos. Por longos anos, foi uma destacada profissional na área de Informação”, lembrou Neto Júnior.
Nesta hora de luto e tristeza, a redação do Imparcial Press une-se à família de Manuela Lemos, especialmente aos seus filhos, expressando profundas condolências e a esperança de que Deus, Soberano de todos os soberanos, a receba em sua santa glória.
Por: Ngola Ntuady Kimbanda Nvita