PRS acusa administradores municipais de enriquecerem com o dinheiro do PIIM
PRS acusa administradores municipais de enriquecerem com o dinheiro do PIIM
Soliya Salende

O secretário provincial do Partido de Renovação Social (PRS) no Huambo, Soliya Salende, acusou os administradores municipais de enriquecerem à custa do Programa Integrado de Intervenção dos Municípios (PIIM).

Soliya Salende fez estas declarações enquanto comentava, ao Imparcial Press, as recentes mudanças efetuadas pelo Presidente da República, incluindo a exoneração de Lotti Nolika do cargo de governadora do Huambo, substituída por Pereira Alfredo, ex-governador do Bié.

Apesar de expressar dúvidas sobre as recentes mudanças na administração provincial, Salende destacou a má gestão dos recursos públicos como a principal causa do fracasso de muitos governantes.

Segundo o político, o PIIM está a ser utilizado para enriquecimento pessoal dos administradores municipais, exemplificando com a sua própria província.

Salende acusou Lotti Nolika, antiga governadora do Huambo, de corrupção, afirmando que ela deixou um legado de funcionários corruptos. Ele apontou o actual administrador do município do Huambo como exemplo, alegando que este utilizou fundos do PIIM e do combate à pobreza para adquirir um carro de marca Lexus.

“Este caso já está nas mãos da IGAE. Alertámos as autoridades porque alguns funcionários do governo provincial compraram casas em Portugal, o que configura um claro caso de corrupção, pois não foi com o dinheiro dos seus salários que mal chegam para comprar alimentação”, afirmou Salende.

Ele sublinhou ainda que esses funcionários ostentam quantias significativas nas suas contas bancárias.

Embora o novo governador já tenha iniciado algumas mudanças no seu gabinete, Salende defende que os responsáveis por actos de corrupção devem ser levados a tribunal para responder pelos seus crimes, especialmente no que se refere ao desvio de residências das centralidades. “Venderam casas a quase 1,5 milhões de Kwanzas cada”, denunciou.

José Carlos Pereira e Manuel Jamba, residentes no município da Caála e funcionários públicos no sector da Educação há mais de 10 anos, foram questionados pela reportagem do Imparcial Press sobre as suas expectativas em relação ao novo governador.

Ambos afirmaram que é prematuro fazer uma avaliação de alguém que está no cargo há menos de uma semana. Preferem “ver para crer”, evitando assim emitir juízos precipitados.

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