
Os habitantes do município de Ambaca, na província do Cuanza Norte, consomem há mais de três meses água imprópria, o que tem contribuído para o aumento de doenças entre crianças e idosos.
Segundo informações apuradas pelo Imparcial Press, cuja fonte preferiu manter-se no anonimato por receio de represálias, a população de Ambaca tem enfrentado vários problemas sociais desde o falecimento do antigo administrador, Francisco. Entre os principais desafios, destaca-se o consumo de água imprópria, situação que já se arrasta há quase 90 dias.
A fonte explicou que a situação tem gerado grande preocupação não só entre os moradores, mas também entre as autoridades locais, incluindo o actual administrador, Sebastião Dambi Dombaxi, que aparentemente não encontra soluções para reverter este grave problema.
O consumo de água imprópria deve-se, segundo a fonte, à danificação da tubagem principal que distribuía água potável em Camabatela, a vila-sede do município.
Com a interrupção do abastecimento, os residentes dos bairros Talambanza, Garcia Neto, Aldeia Nova e Duzentas Casas têm recorrido a cacimbas e poços, onde a água é de qualidade duvidosa.
O Imparcial Press ouviu alguns moradores do bairro Talambanza, que confirmaram a situação e expressaram receio pelo futuro dos seus filhos. Eles apelaram às autoridades competentes para que intervenham imediatamente e resolvam o problema, que tem afectado principalmente as crianças e os idosos.
“Já não sabemos o que fazer. Estamos preocupados com o futuro das nossas crianças e dos mais vulneráveis. Pedimos uma intervenção urgente das autoridades, sob pena de assistirmos a um aumento no número de crianças e idosos adoecidos pela água imprópria”, relataram.
Dois funcionários públicos residentes no bairro Aldeia Nova expressaram surpresa com a situação, considerando-a um possível “teste de fogo” à competência do actual administrador. Recordaram que, durante a gestão do falecido administrador, problemas similares eram rapidamente resolvidos.
“É difícil acreditar que, após várias tentativas, ainda não se tenha conseguido resolver um problema de tubagem em quase três meses”, afirmaram.
Prostituição e Assaltos à Mão Armada
Além da crise no abastecimento de água, a região tem sido afectada por um aumento na prostituição e nos assaltos à mão armada. Apesar dos esforços das forças de segurança locais, muitos cidadãos têm recorrido a essas práticas devido à escassez de oportunidades de emprego, comprometendo a segurança e a moral pública.
A escola Dangereux e o mercado da sexta-feira, na vila-sede, são apontados como locais onde ocorrem frequentemente estas actividades ilícitas, especialmente durante a noite.
Por: Ngola Ntuady Kimbanda Nvita