
O Conselho Superior da Magistratura Judicial (CSMJ) decidiu abrir um processo de inquérito ao juiz de garantia do Serviço de Investigação Criminal (SIC-Luanda), que em Setembro libertou sob termo de identidade e residência um empresário libanês-belga, Mohamed Lakkes, acusado de assassinar a cidadã Ana Bela Marques Barbosa, de 34 anos, ao atirá-la da janela do 3.º andar de um apartamento no condomínio Belas Business Park, em Talatona, Luanda.
Fontes judiciais revelaram que, após a libertação, o libanês se encontra em parte incerta, o que levou os advogados da vítima a apresentarem uma queixa ao CSMJ.
De acordo com o porta-voz do órgão, Correia Bartolomeu, o inquérito pretende esclarecer os fatos, e o juiz permanecerá suspenso das suas funções enquanto o processo de investigação estiver em curso.
A libertação do acusado, ocorrida no mês passado, gerou forte indignação tanto na sociedade quanto entre os familiares da vítima, especialmente porque o suspeito, sendo estrangeiro, poderia abandonar o país, como tem sido cogitado por fontes judiciais.
A vítima, de 34 anos, foi alegadamente atirada pela janela após uma discussão com o libanês, que a havia conhecido nas imediações de Talatona.
Segundo o relato do SIC, o acusado teria tentado forçar um segundo acto sexual, e, diante da recusa da mulher, ocorreu a tragédia. O suspeito foi detido após a denúncia dos vizinhos, que ouviram o barulho vindo do apartamento.
As autoridades indicaram que o suspeito, empresário no sector dos diamantes e residente em Angola há uma década, foi libertado após ser interrogado pelo juiz de garantia, o que motivou a queixa dos familiares, que temem que essa decisão comprometa a realização de justiça no caso.
com/NJ