
A Polícia Nacional deteve na sexta-feira, no município do Londuimbali, província do Huambo, uma cidadã de 32 anos, que matou e consumiu partes do corpo do filho de apenas 11 meses, dissimulando tratar-se de um animal,.
Em nota de imprensa, o Comando da Polícia Nacional da província do Huambo refere que a detenção resultou de uma denúncia anónima, que dava conta da ocorrência de um homicídio qualificado na aldeia de Kafuna, município do Londuimbali.
Acrescenta que a canibalista em causa, depois de matar o filho com auxilio de uma catana e outros objectos, resolveu fritar e cozinhar os órgãos internos (pulmões e o cérebro) que, posteriormente, acabou por consumir, num momento em que a aldeia que em vive registava pouca movimentação de pessoas.
Indagada sobre as motivações que a levaram a cometer o acto, segundo a nota, não conseguiu explicar, apresentando um discurso distorcido, com fortes sinais de demência.
A porta-voz do Comando Provincial da Polícia Nacional, inspectora-chefe Carla Jovany, disse que foram, também, encontrados marcas de que uma parte da carne já tinha sido consumida, ao passo que outra, incluindo órgãos internos, se encontrava nas panelas.
A porta-voz da Polícia Nacional no Huambo referiu que há fortes possibilidades de a acusada ter problemas de perturbações mentais, sendo que os resultados dos exames médicos vão determinar os passos a serem dados sobre o mesmo processo, com vista a responsabilização criminal.
Carla Jovany garantiu que estão em curso diligências para identificação do pai da criança, no sentido se apurar as razões que a levou à prática deste crime. A cidadã em causa será presente ao Ministério Público para trâmites legais.
Este é o primeiro caso reportado, este ano, pela Polícia Nacional em toda extensão territorial da província do Huambo, com uma população estimada em dois milhões 800 mil habitantes, distribuídos pelos 11 municípios.