
Centenas de ex-efectivos das Forças Armadas Angolana (FAA) manifestam descontentamento pelo facto de transitarem de forma automática para a Polícia Nacional, onde foram desprovidos e viram reduzidos os salários na ordem dos 50 por cento, sem justificação plausível.
Falando sob anonimato, o grupo explica que já ostentou as patentes de sargento, cabo, sub-sargento e 2° sargento, por um período de 11 anos, nomeadamente na Marinha de Guerra Angolana e Exército.
Em 2020, contra as suas vontades, foram seleccionados para integrar a Polícia Nacional no sentido de a auxiliarem no asseguramento das eleições gerais de 2022.
Estes pensavam que seria para cumprir apenas aquela jornada e, posteriormente, regressarem aos seus órgãos, mas, segundo os nossos entrevistados, já se passam três anos e continuam na Polícia Nacional como simples agentes devido às despromoções a que foram sujeitos.
“Dá-nos entender que transitamos de forma automática, o que representa um atraso de vida, visto que os nossos salários foram reduzidos a 50 por cento e sermos despromovidos sem cometer nenhum crime.
Actualmente agentes, foram unânimes em dizer que face à despromoção a que foram sujeitos, não tem faltado a ideia de desistirem da corporação e tomarem medidas avessas à boa conduta. “Queremos que devolvam as nossas patentes, porque foram conquistados com muito suor ao longo de 11 anos”, exigiram.
in Na Mira do Crime