Huíla: Obtenção de passaportes no SME marcada por corrupção
Huíla: Obtenção de passaportes no SME marcada por corrupção
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A obtenção de passaportes ordinários no Serviço de Migração e Estrangeiros (SME) na província da Huíla tornou-se um verdadeiro “Deus nos acuda”, com longas demoras no processo e esquemas de corrupção envolvendo funcionários e intermediários.

De acordo com relatos, os intermediários chegam a cobrar até 300 mil kwanzas para acelerar a emissão do documento, que, sem este “atalho”, pode demorar uma eternidade.

A situação tem afetado particularmente empresários e outros cidadãos que necessitam do passaporte com urgência, quer seja para fins de negócios ou deslocações internacionais.

A demora não se restringe apenas à província da Huíla; em Luanda, onde os passaportes são emitidos, problemas semelhantes têm sido registados, com relatos de cobranças informais que já chegaram aos 200 mil kwanzas.

O esquema, orquestrado por “micheiros” e supostos “especialistas” ligados ao próprio SME, opera à margem dos serviços oficiais. Estes intermediários abordam cidadãos aflitos, oferecendo soluções rápidas em troca de valores exorbitantes, facilitando o acesso ao documento fora dos canais normais.

A corrupção no SME coloca o novo ministro do Interior, Manuel Homem, perante mais um desafio. Desde que assumiu o cargo, o ministro tem dado sinais de firmeza, sobretudo ao abordar questões como o ingresso desorganizado de cidadãos no SME, alguns deles sem o perfil adequado.

Esta situação representa uma oportunidade para demonstrar um combate efetivo à corrupção e reorganizar o serviço, garantindo eficiência e transparência no processo de emissão de passaportes.

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