
O Cofre de Previdência dos Professores (CPP) e a construtora chinesa “The 23rd Metallurgical Construction Group Co” assinaram, na sexta-feira, 10 de Janeiro, em Luanda, um contrato para a construção de 100 mil moradias destinadas exclusivamente à classe docente angolana.
O projecto, denominado “Cidade Educacional”, será executado ao longo de 50 meses, com um investimento inicial de 1,5 biliões de dólares norte-americanos. A iniciativa é considerada um marco na valorização da classe docente em Angola, oferecendo condições habitacionais dignas aos professores.
A assinatura do contrato foi formalizada por Miguel Flávio Bongo, presidente do CPP, e Hu Jianjun, director da Metallurgical Construction Group Co. Ambos comprometeram-se a iniciar as obras dentro de 60 dias, dando prioridade à construção de 30 mil residências na primeira fase do projecto.
A primeira fase será implementada nas províncias de Luanda e Icolo e Bengo, com foco nas zonas de Quenguela Sul, Zango 5 e Maye-Maye, no município do Sequele. As fases subsequentes incluirão outras províncias, assegurando que os 70 mil professores filiados ao CPP sejam os principais beneficiários.
Miguel Flávio Bongo destacou a importância do projecto como instrumento de justiça social e valorização da classe docente.
“É uma conquista histórica. Sempre lutámos pela melhoria das condições de vida dos nossos associados. Garantir um teto aos professores é um reconhecimento da sua dedicação e um passo significativo na sua valorização”, afirmou.
Por sua vez, Hu Jianjun reafirmou o compromisso da construtora em entregar um projecto que vai além da construção de moradias.
“Esta iniciativa não é apenas sobre casas, mas sobre reconhecer o valor dos professores, que desempenham um papel essencial no desenvolvimento de qualquer nação. A Cidade Educacional será uma resposta concreta aos desafios diários enfrentados pelo sector educacional em Angola”, enfatizou.
O projecto não se limitará à construção de habitações. Inclui também a criação de infra-estruturas essenciais, como escolas, centros de saúde e espaços de convivência, integrando-se ao conceito de Cidade Educacional.
A construtora chinesa contribuirá ainda com uma linha de financiamento dedicada ao projecto, reforçando o compromisso de longo prazo com o bem-estar dos docentes.
Além de beneficiar directamente a classe docente, o projecto terá um impacto significativo na economia, impulsionando o sector da construção civil e gerando milhares de empregos directos e indirectos durante o período de execução.
A Cidade Educacional não é apenas um avanço na habitação, mas também um contributo para a estabilidade e o desenvolvimento do sector educacional em Angola, promovendo condições que permitam aos professores desempenharem as suas funções com dignidade e eficiência.