
O Sindicato de Jornalistas Angolanos (SJA), em parceria com o MISA Angola, anunciou ontem, segunda-feira, em Luanda, o lançamento da 2ª edição do Prémio “Liberdade de Imprensa”.
A iniciativa visa destacar trabalhos jornalísticos que promovam a liberdade de imprensa e contribuam para a transparência e a defesa dos direitos fundamentais no país.
Em conferência de imprensa, o presidente do Conselho de Ética e Deontologia do SJA, Mário Maiato, destacou que, nesta edição, serão aceites matérias relacionadas com a promoção da probidade, gestão responsável de bens públicos, denúncias de violações dos direitos fundamentais, bem como casos de censura e interferência na gestão editorial dos órgãos de comunicação social.
O prémio mantém duas categorias principais: o vencedor na categoria “Liberdade de Imprensa” receberá um prémio monetário de um milhão de kwanzas, acompanhado de uma estatueta e um certificado.
Já na categoria “Menção Honrosa”, o classificado será premiado com 500 mil kwanzas, uma estatueta e um certificado.
Segundo Mário Maiato, podem concorrer jornalistas individualmente ou órgãos de comunicação social, sendo os trabalhos avaliados por um júri independente, designado pelo SJA.
Estão elegíveis ao concurso trabalhos publicados entre 4 de Maio de 2024 e 31 de Março de 2025. Os concorrentes podem submeter as suas peças a partir de terça-feira, 21 de Janeiro, até o prazo final de 31 de Março.
O júri terá ainda a prerrogativa de identificar e submeter directamente ao concurso trabalhos publicados dentro do período de elegibilidade, mesmo que não tenham sido entregues pelos autores para avaliação.
Mário Maiato considerou positiva a primeira edição do prémio, apesar do receio inicial de pouca adesão. Para a edição deste ano, o responsável manifestou expectativas de receber um maior número de trabalhos, com qualidade ainda superior, que possam contribuir de forma significativa para o fortalecimento da liberdade de imprensa em Angola.
O prémio tem como objetivo principal estimular o jornalismo independente e a promoção da transparência, reforçando o papel essencial da comunicação social na defesa dos valores democráticos e dos direitos humanos.