Fórum de Editores Africanos exige justiça para jornalistas em Ghana
Fórum de Editores Africanos exige justiça para jornalistas em Ghana
ganas

O Fórum de Editores Africanos (em inglês, The African Editors Forum – TAEF) manifestou hoje o seu apoio inequívoco ao ultimato emitido pela Associação de Jornalistas do Ghana (GJA, em inglês), que exige às autoridades ganesas uma atualização conclusiva sobre a investigação do assassinato do jornalista de investigação Ahmed Hussein-Suale, até ao final de Março de 2025.

O jornalista ganês Ahmed Hussein-Suale, que investigava o caso de corrupção no futebol africano, foi morto com três tiros, a 16 de Janeiro de 2019, a caminho de casa, na capital ganesa, Accra, por homens não identificados, que seguiam numa motorizada.

Ahmed Hussein-Suale, de 34 anos, fez parte do grupo de jornalistas de investigação Tiger Eye. A organização, fundada pelo jornalista Anas Aremeyaw Anas, expõe corrupção, tráfico de seres humanos, contrabando, entre outros casos, e colabora com as organizações internacionais.

Até hoje as autoridades daquele país africano ainda não apresentaram os resultados da suposta investigação e ninguém foi detido deste então.

No informe enviado à redacção do Imparcial Press, o TAEF apelou igualmente a uma acção rápida no caso da agressão violenta sofrida pelo jornalista Latif Iddrisu, advertindo que a persistente inação prejudica a liberdade de imprensa e mina a confiança do público nas instituições de segurança.

O presidente do TAEF, Churchill Otieno, destacou que a ausência de resultados concretos no assassinato de Hussein-Suale e a falta de responsabilização no caso de Iddrisu representam uma falha grave no cumprimento do dever de justiça e na proteção da liberdade de imprensa em Gana.

“Estes casos transcendem os indivíduos envolvidos e expõem problemas estruturais relacionados com a impunidade e a segurança dos profissionais da comunicação social. A incapacidade de finalizar investigações ou processar os culpados envia uma mensagem intimidatória aos jornalistas, incentiva os agressores e compromete a reputação de Gana como um farol de democracia e liberdade de imprensa no continente africano,” afirmou Otieno.

O TAEF reiterou a sua disponibilidade para trabalhar em conjunto com a GJA e outros parceiros internacionais, no sentido de intensificar os apelos por justiça e responsabilização.

Caso não se registem progressos concretos até ao prazo estabelecido, o TAEF declarou apoio total ao plano da GJA de levar ambos os casos ao Tribunal de Justiça da CEDEAO (Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental).

Garantir justiça para Hussein-Suale e Iddrisu não é apenas uma questão de cumprir obrigações morais e legais, mas também um passo essencial para reforçar os valores democráticos, a liberdade de expressão e a protecção dos jornalistas em Ghana e em todo o continente africano.

O TAEF enfatizou que a resolução destes casos é fundamental para combater a cultura de impunidade e assegurar um ambiente mais seguro para os profissionais da imprensa, reafirmando o papel crucial da liberdade de imprensa no fortalecimento da democracia e na defesa dos direitos fundamentais.

Compartilhar:

Facebook
WhatsApp
LinkedIn
Twitter
error: Conteúdo protegido