Jornalistas queixam director do Jornal dos Desportos ao ministro
Jornalistas queixam director do Jornal dos Desportos ao ministro
mario e honorato

Em uma carta aberta dirigida ao ministro das Telecomunicações, Tecnologias de Informação e Comunicação Social, Mário Augusto da Silva Oliveira, jornalistas do Jornal dos Desportos (JD) relataram um ambiente de trabalho marcado por intimidação, abuso de poder e precariedade nas condições laborais desde que a direção liderada por Honorato Silva assumiu funções.

As denúncias incluem acusações de humilhações públicas, disparidade salarial, ausência de condições básicas e tratamento desigual entre os funcionários.

Segundo com o documento em posse do Imparcial Press, os profissionais do JD têm sido submetidos a jornadas de trabalho excessivas, das 7h00 às 18h00, impostas de forma unilateral e acompanhadas de ameaças por parte do chefe de redação, Anaximandro Magalhães. Os queixosos acusam a direção de agir com arrogância e desrespeito, criando um ambiente de trabalho “insustentável”.

Os jornalistas denunciam uma política de favorecimento que privilegia novos funcionários nomeados pela actual gestão, em detrimento de profissionais experientes com anos de serviço no jornal.

Há relatos de que profissionais responsáveis por matérias de capa e com desempenho editorial consistente continuam a receber salários inferiores aos dos recém-contratados, que não possuem o mesmo histórico na redacção.

Um caso emblemático citado na carta é o do jornalista Juscelino da Silva, que, ao reivindicar uma revisão da sua categoria profissional, teria sido ameaçado de despedimento pelo diretor Honorato Silva. O mesmo, que é responsável por várias matérias de destaque, permanece com uma das remunerações mais baixas da redacção.

A redacção enfrenta também sérias dificuldades estruturais, como a ausência de equipamentos adequados para o trabalho jornalístico. Computadores, cadeiras, impressoras e viaturas para reportagens são insuficientes ou inexistentes.

Apesar disso, a direção é acusada de desviar recursos, como o uso indevido de viaturas destinadas ao trabalho jornalístico para fins pessoais por parte do director adjunto, Pedro Augusto.

O chefe de redação, Anaximandro Magalhães, é acusado de acumular funções como consultor do Ministério do Planeamento e de faltar regularmente ao trabalho sob pretextos de doença.

No entanto, segundo a carta, ele frequentemente aparece na redacção no final do dia, sem participar nas actividades principais, enquanto a direcção exige empenho extremo dos demais funcionários.

Os jornalistas apelam à intervenção urgente do ministro e do Conselho de Administração para resolver as dificuldades enfrentadas pelos profissionais do JD. Entre as exigências estão a melhoria das condições de trabalho, a valorização salarial e o fim das práticas de intimidação.

“Honorato Silva é um bom jornalista, mas não serve para liderar homens”, afirma a carta, que também destaca a falta de diálogo da direcção com os profissionais. Reuniões prometidas pelo PCA, Drummond Jaime, nunca foram concretizadas, deixando os jornalistas sem um canal efectivo para expor as suas preocupações.

Os signatários pedem, ainda, que os jornalistas que desejarem sair do título em busca de melhores condições em outras áreas ou instituições tenham essa transição facilitada.

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