Cidadãos vietnamitas detidos com marfins equivalentes a 16 elefantes mortos
Cidadãos vietnamitas detidos com marfins equivalentes a 16 elefantes mortos
marfim

O Serviço de Investigação Criminal (SIC) apreendeu, no último fim de semana, 31 marfins de elefante escondidos em madeira e enterrados num quintal no município do Camama, em Luanda.

A operação resultou na detenção de dois cidadãos vietnamitas, suspeitos de integrar uma rede criminosa internacional dedicada ao tráfico de troféus de marfim.

Segundo o SIC, os marfins apreendidos equivalem a cerca de 16 elefantes abatidos, possivelmente na fauna angolana. A acção foi conduzida pela Direcção Nacional de Combate ao Tráfico Ilícito de Pedras, Metais Preciosos e Crimes contra o Ambiente, na sequência de uma denúncia que levou à realização de uma micro-operação policial.

Os suspeitos transportavam a mercadoria ilegal oculta em pranchas de madeira, onde os marfins brutos estavam misturados com cera para dificultar a sua detecção.

Além disso, foram encontrados artefatos esculpidos em marfim, como argolas, cubos, esferas e peças retangulares, preparados para exportação clandestina.

De acordo com o porta-voz do SIC-Geral, Manuel Halaiwa, os traficantes utilizaram uma técnica sofisticada para camuflar os marfins, tornando-os visualmente semelhantes à madeira.

“Eles aproveitaram-se desta característica para tentar enganar as autoridades e facilitar o envio do material para o mercado asiático, onde há uma grande procura para rituais tradicionais e fins comerciais”, explicou.

Durante a operação, as autoridades confiscaram ainda seis pranchas de madeira do tipo mussivi, cada uma com três metros de comprimento, utilizadas para esconder 31 marfins, 420 metades destes troféus serrados em forma de círculo, 230 palitos de marfim, 540 peças em formato cúbico e 20 quilogramas de esferas cobertas de cera.

O SIC confirmou que os materiais seriam enviados ilegalmente para o Vietname e outros países asiáticos, onde o marfim continua a ser altamente valorizado, apesar das proibições internacionais contra o seu comércio.

Os dois cidadãos detidos foram encaminhados ao Ministério Público para os devidos trâmites legais, enquanto as investigações prosseguem para identificar outros possíveis envolvidos na rede de tráfico de marfim em Angola.

Compartilhar:

Facebook
WhatsApp
LinkedIn
Twitter
error: Conteúdo protegido