
Membros e militantes do Partido Democrático para o Progresso da Aliança Nacional Angolana (PDP-ANA) acusam o presidente do partido, Abreu Capitão Bernardo, de gestão danosa, desvio de fundos, falsificação de documentos e alteração dos estatutos para se perpetuar na liderança da organização.
Em declarações ao Imparcial Press, os queixosos denunciam que o líder partidário terá desviado 80 milhões de kwanzas e manipulado documentos internos para consolidar o seu controlo sobre o partido, fundado há 34 anos por Mfulupinga Nlandu Victor.
Os militantes responsabilizam Abreu Capitão pelo actual impasse político e financeiro no PDP-ANA, acusando-o de impedir deliberadamente o desenvolvimento da organização e de criar um ambiente de instabilidade para evitar a realização do III Congresso.
Desde 2022, o PDP-ANA não realiza actividades de mobilização, o que, segundo os denunciantes, se deve ao facto de o líder do partido ter centralizado o funcionamento dos principais órgãos de decisão, nomeadamente o Bureau Político (BP) e o Comité Central (CC), limitando o seu papel fiscalizador.
Abreu Capitão é ainda acusado de expulsar arbitrariamente o vice-presidente e o secretário-geral, eleitos no último congresso, por estes terem criticado a sua gestão. Os militantes afirmam que estas atitudes violam gravemente a Lei dos Partidos Políticos e os estatutos do PDP-ANA.
Face à actual situação, os militantes asseguram que a realização do III Congresso Extraordinário do partido é inevitável, com ou sem o consentimento de Abreu Capitão.
“Os dias de Abreu Capitão à frente do partido estão contados. Vamos avançar com o congresso extraordinário para resgatar o PDP-ANA e impedir que continue a ser tratado como propriedade privada”, afirmaram.
A redacção do Imparcial Press tentou contactar o presidente Abreu Capitão Bernardo para obter esclarecimentos, mas sem sucesso.
O PDP-ANA foi fundado a 17 de Março de 1991 pelo político e matemático Mfulupinga Nlandu Victor.
Por: Ngola Ntuady Kimbanda Nvita