
O regedor de Fucauma, município de Cambulo(Lunda Norte), Muatxingui Txiueie, denunciou na quarta-feira, 09, a existência de uma suposta prisão clandestina pertencente à Sociedade Mineira do Furi, onde se encontram encarcerados alguns cidadãos que se dedicavam a exploração ilegal de diamantes, sob o olhar silencioso das autoridades competentes.
“Desde o mês passado temos estado a registar sequestros de alguns moradores cá no Fucauma, por parte dos seguranças da Sociedade Mineira do Furi, e são encarcerados numa cela clandestina”, revelou.
Segundo Muatxingui Txiueie, actualmente encontram-se encarcerados naquela cela, três cidadãos nacionais, solicitando a intervenção urgente dos órgãos de defesa e segurança, visando o desmantelamento da mesma e a consequente responsabilização civil e criminal.
A denúncia foi feita durante um encontro entre a governadora da Lunda Norte, Deolinda Satula Vilarinho, e a população do município de Cambulo, no âmbito do programa de auscultação e recolha de ideias para a elaboração do programa integrado de intervenção.
Na ocasião, a governadora ordenou o comandante provincial interino da Polícia Nacional, Fernando Henrique, a mobilizar os órgãos afins, no sentido de abrir uma investigação exaustiva do caso.
Deolinda Vilarinho quer que a investigação seja rigorosa, célere e que os prevaricadores sejam severamente responsabilizados.
Já o comandante provincial interino da Polícia Nacional, Fernando Henrique, prometeu dar início a uma investigação sobre o caso nos próximos dias.
De realçar que, em Março do corrente ano, o comandante da 7.ª Unidade da Polícia de Guarda Fronteiras de Angola, na Lunda-Norte, superintendente-chefe, Lourenço Filipe Deia, manteve um encontro de auscultação com o responsável de segurança da Sociedade Mineira do Furi, Avelino dos Santos, no âmbito do combate à imigração clandestina e exploração ilegal de diamante.
Na ocasião, o superintendente-chefe Lourenço Filipe Deia informou que foi feito um trabalho conjunto operativo de ‘limpeza’ de 90% do território sob a sua responsabilidade, em resposta à entrada ilegal no território angolano de cidadãos estrangeiros que perseguem sobretudo a exploração ilegal de diamantes.
O Comandante da 7.ª Unidade da PGFA exigiu aos efectivos a redobrarem a vigilância na missão de garantir a segurança ao longo da fronteira.
Por seu turno, Avelino dos Santos agradeceu, em nome da Sociedade Mineira do Furi, os esforços e apoio incondicional prestados pelas forças de defesa e segurança, no combate ao garimpo ilegal e outros crimes transfronteiriços, destacando a cooperação permanente e harmoniosa entre as forças.