
Assim que passou a ocupar o cargo de Presidente do Tribunal Supremo, o Juiz Joel Leonardo, contratou o seu primo Carlos Salombongo (na imagem com os filhos) como assessor do Conselho Superior da Magistratura Judicial (CSMJ), órgão que por inerência de funções, tem como presidente, o próprio. O CSMJ é o órgão de gestão e disciplina dos magistrados.
Oriundos da província da Huíla, Joel Leonardo e Carlos Salombongo são filhos de dois irmãos. Uma irmã de Carlos de nome Paula Salombongo, é igualmente a gestora de uma empresa MAIVA – Gestão e Investimentos, Limitada ligada a Joel Leonardo e que presta serviços de limpeza no Tribunal Supremo.
O primo Carlos Salombongo, é advogado de vários processos de elementos acusados de corrupção, o que tem criado reservas de que o mesmo possa usar a sua influência de assessor de Joel Leonardo, para “sonegar” sentenças dos seus colegas quando forem para ao Supremo.
No processo “Caso CNC”, Joel Leonardo foi o juiz da condenação. O primo assessor era o advogado de uma das réus, Isabel Cristina Gustavo Ferreira de Ceita Bragança. Dos quatro implicados no “processo CNC”, Isabel Bragança é a única que está a cumprir prisão em casa, desconhecendo se o advogado usou influências de primo do Juiz da causa, Joel Leonardo para favorecer a sua cliente.
Ao se tornar assessor de Joel Leonardo, o advogado Carlos Salombongo terá violado a alinha d) do artigo 6.º do Código de Ética e Deontologia da Ordem dos Advogados de Angola que proíbe os advogados, no país, de serem ao mesmo tempo “funcionário dos tribunais, das polícias e serviços equiparados”.
Sendo assessor do Juiz e advogado, Carlos Salombongo age como “arbitro e jogador” ao mesmo tempo, conforme alertou uma fonte do Club-K, adiantando que há risco de o mesmo vir a poder controlar os processos dos seus clientes quando forem para no Tribunal Supremo.
in Club-K