Taxistas em Luanda anunciam paralização dos serviços durante três dias
Taxistas em Luanda anunciam paralização dos serviços durante três dias
taxis

As principais associações e cooperativas de taxistas na província de Luanda anunciaram, este domingo, 20, a paralisação geral dos serviços de táxi, nos próximos dias, como forma de protesto face ao que denominaram “silêncio preocupante” das autoridades perante as reivindicações da classe.

De acordo com um comunicado conjunto assinado pela ANATA, ATA, CTMF, ATLA, CTCS, 2PN e AB-TÁXI, em posse do Imparcial Press, a decisão surge após mais de duas semanas sem resposta do Executivo em relação aos impactos do recente aumento do preço do gasóleo, que tem afectado significativamente os profissionais do sector.

As lideranças associativas lamentam o que consideram ser um descaso por parte do Executivo e pedem diálogo urgente para evitar uma crise maior na mobilidade urbana, especialmente na capital do país, onde milhares de cidadãos dependem diariamente dos serviços de táxi.

O comunicado, emitido este domingo, 20, pelo Departamento de Comunicação Institucional e Marketing da ANATA, refere-se que a paralisação far-se-á entre os dias 28, 29 e 30 do mês em curso, e termina com um apelo à população para que compreenda a motivação do protesto, ao mesmo tempo que reafirma o compromisso dos taxistas com a luta por melhores condições de trabalho e respeito institucional.

António Freitas, Presidente da Cooperativa dos Taxistas e Motociclistas Freitas, em exclusivo ao Imparcial Press, assegurou ser um facto a realização da greve com os seguintes dizeres:

“A próxima semana não haverá táxi, de segunda a quarta-feira, ou seja, de 28 a 30 de julho. Está tudo garantido”, assegurou.

De recordar, a paralisação geral dos serviços de taxi dar-se-á mediante as seguintes motivações:

  • Aumento excessivo do preço dos combustíveis, que encarece também as peças de manutenção;

  • Falta de uniformização das tarifas entre diferentes classes de táxi;

  • Remoção arbitrária das paragens de embarque e desembarque, sem aviso prévio às associações, por parte das administrações municipais e da Polícia Nacional;

  • Ausência de políticas concretas para a formalização da atividade de táxi em Angola;

  • Falta de emissão de carteiras profissionais para os taxistas;

  • Desvalorização das lideranças do setor nas decisões governamentais.

Compartilhar:

Facebook
WhatsApp
LinkedIn
Twitter
error: Conteúdo protegido