Igreja Mensagem suspende temporariamente cultos em todo o país
Igreja Mensagem suspende temporariamente cultos em todo o país
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A Igreja Mensagem do Último Templo (IMUT) realizou neste sábado, 26, no seu tabernáculo sede, em Luanda, uma conferência de imprensa com o objectivo de esclarecer publicamente as recentes informações divulgadas sobre a sua actividade institucional.

O encontro contou com a presença do representante legal da IMUT, o reverendo Fernando Kamalandua, de jornalistas, fiéis, líderes religiosos e representantes de vários sectores da sociedade civil.

Durante a conferência, o reverendo Kamalandua proferiu um pronunciamento oficial em que reafirmou que a IMUT é uma entidade legalmente reconhecida pelo Estado angolano desde 1996, nos termos do Decreto Executivo n.º 40/96, de 19 de Julho.

Segundo o líder religioso, a igreja conta actualmente com mais de 96 mil fiéis, 445 tabernáculos e presença activa nas 21 províncias do país.

Apesar de afirmar que a IMUT não foi formalmente notificada de qualquer decisão judicial ou administrativa, o reverendo revelou que um dos tabernáculos da igreja, localizado na província da Lunda Norte, foi encerrado sem aviso prévio.

Diante do cenário, a direcção da IMUT decidiu suspender voluntariamente todos os cultos a nível nacional a partir do dia 28 do mês em curso, como gesto de responsabilidade institucional e respeito pelas investigações em curso por parte das autoridades competentes.

“Esta decisão não é motivada por culpa, mas por responsabilidade. Não é por medo, mas por fé. Não é por pressão, mas por respeito às autoridades, aos nossos fiéis e ao bom testemunho da igreja do Senhor”, afirmou Kamalandua.

O líder espiritual apelou ainda à serenidade e união dos fiéis. “Apelámos às nossas congregações nas 21 províncias: mantenham a serenidade, a comunhão, a vigilância e a oração. Que cada casa se torne agora um altar, que cada família seja templo, e que cada líder se mantenha firme no amor, no zelo e na verdade. E que não nos esqueçamos de orar também pelas nossas autoridades.”

Kamalandua garantiu que a igreja está a cooperar plenamente com todas as instituições do Estado e demonstrou confiança no sistema judicial angolano. “Confiámos que a justiça saberá distinguir a luz da sombra, o que é legal do que é suposição, o que é verdade do que é distorção.”

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