
O Secretariado Provincial da UNITA em Luanda expressou, esta segunda-feira, solidariedade à greve pacífica levada a cabo por várias associações de taxistas da capital, em protesto contra a recente subida do preço do gasóleo decretada pelo Executivo.
Num comunicado tornado público, em posse do Imparcial Press a UNITA considera que o aumento do combustível agrava o custo de vida e acentua as dificuldades enfrentadas pelas famílias angolanas, sobretudo nos sectores mais vulneráveis da sociedade.
O partido defende que a medida carece de políticas públicas de mitigação e classifica-a como “socialmente injusta e economicamente insustentável”.
“Manifestamos a nossa total solidariedade para com os taxistas, trabalhadores incansáveis que, diariamente, garantem a mobilidade da população e desempenham um papel crucial na economia informal do país”, lê-se no documento.
A UNITA condena ainda o que considera serem actos de repressão, perseguição e intimidação contra líderes das associações de taxistas, denunciando que essas acções violam os direitos fundamentais consagrados na Constituição da República.
“Tais práticas representam uma violação clara dos direitos e liberdades fundamentais e traduzem a resistência do Executivo ao diálogo”, afirmou o Secretariado Provincial.
O maior partido da oposição apelou ao Governo para que se abstenha do uso da força e que se abra a um diálogo construtivo com os representantes do sector dos transportes, a fim de encontrar soluções equilibradas que respondam às reais condições de vida do povo angolano.
Ao mesmo tempo, a UNITA dirigiu um apelo à sociedade civil, sobretudo aos manifestantes, para que mantenham a natureza pacífica dos protestos, evitando a destruição de bens públicos e privados.
“A força da nossa causa está na razão, na união e na capacidade de resistirmos com responsabilidade”, sublinha o comunicado, acrescentando que “é pelo diálogo, e não pela violência, que se constroem as verdadeiras mudanças”.
O posicionamento da UNITA surge num momento de crescente tensão social em várias províncias do país, com protestos esporádicos associados ao aumento dos preços dos combustíveis, ao custo de vida e à falta de políticas de compensação para os sectores mais afectados.