
O Instituto Geográfico e Cadastral de Angola (IGCA) anulou recentemente um concurso público de ingresso à função pública, após uma inspeção da Inspecção-Geral da Administração do Estado (IGAE) revelar irregularidades no processo.
A auditoria, realizada entre Maio e Julho deste ano a pedido do presidente do Conselho de Administração, Conceição Luís Cristóvão, concluiu que o concurso foi realizado sem enquadramento legal.
O gestor afirmou ter sido enganado por membros da sua equipa, que falsificaram a sua assinatura e incluíram na lista final cerca de 80 nomes, o dobro do número inicialmente autorizado. Entre os admitidos, constariam funcionários “fantasma” e familiares de colaboradores próximos.
O relatório foi encaminhado ao ministro das Obras Públicas, Urbanismo e Habitação, Carlos Santos, que determinou a anulação do concurso e a devolução ao Estado dos salários pagos indevidamente. A decisão foi formalizada na primeira semana do corrente mês.
Quanto à devolução dos valores, fontes internas indicam que a directora administrativa do IGCA, Matilde Félix, estuda mecanismos para reembolsar os cofres públicos, incluindo a utilização de fundos do próprio instituto e contribuições de jovens aspirantes a cargos de direcção provincial.