
O activista e analista político angolano José Gama será um dos oradores da VII Conferência Internacional do Instituto de Estudos Sociais e Económicos (IESE), que terá lugar nos dias 23 e 24 de Setembro, em Maputo, Moçambique, no âmbito das celebrações dos 50 anos da independência daquele país, soube o Imparcial Press.
Sob o lema “Moçambique, 50 anos de independência: Políticas, crises e transformações sociais”, o encontro realiza-se no Indy Village (Girassol Indy Congress Hotel & Spa), com acesso gratuito ao público e transmissão em directo através da plataforma Zoom.
A sessão de abertura, marcada para a manhã de hoje, 23 de Setembro, contará com intervenções de Euclides Gonçalves, director do IESE, e de Karin Andersson, representante da Embaixada da Suécia em Moçambique.
O ponto alto será a conferência inaugural do pensador camaronês Achille Mbembe, que abordará os dilemas de África e o carácter inacabado das independências.
Entre os especialistas convidados estão Justin Pearce (Universidade de Stellenbosch), que falará sobre a evolução do MPLA em Angola; Paolo Israel (Universidade do Cabo Ocidental), que analisará a história política moçambicana; e Dino Mahtani (London School of Economics), que apresentará uma reflexão sobre os projectos jihadistas na África Central.
Representando Angola, José Gama, director do portal Club-K e investigador na Universidade da África do Sul (UNISA), vai proferir uma comunicação dedicada às lições da experiência da CODESA (Convenção para uma África do Sul Democrática) e à sua relevância para o programa de diálogo institucional lançado pelo Presidente moçambicano Daniel Chapo, em abril de 2025.
Durante dois dias, académicos, investigadores e representantes de instituições nacionais e internacionais vão refletir sobre os marcos históricos e os desafios de Moçambique, num contexto de crises económicas, desigualdades sociais e transformações políticas.
Os debates irão abranger ainda temas como género, juventude, saúde, desigualdade social, terrorismo em Cabo Delgado, bem como a relação entre memória histórica e a construção da unidade nacional.