O ministro do Interior, Manuel Homem, exonerou e nomeou, por ordem de serviço n.º 287/2025, dezenas de oficiais do Serviço de Investigação Criminal (SIC), incluindo directores provinciais adjuntos, chefes de departamento nacional e municipal.
As decisões, baseadas em despachos e decretos datados de 30 de Setembro, inserem-se num amplo movimento de reorganização e mobilidade interna no seio da corporação, conforme o documento a que o Imparcial Press teve acesso.
Entre os exonerados, destacam-se quadros que exerciam cargos de direcção em diversas províncias, alguns dos quais foram posteriormente nomeados para funções semelhantes noutras regiões, enquanto outros não foram reconduzidos.
Foram exonerados, entre outros:
- João Baptista Malheiro, do cargo de director provincial adjunto do SIC no Bié;
- Novais Eduardo Tchissesso, director provincial adjunto no Cubango;
- Lourenço de Almeida, director provincial adjunto de Benguela;
- Mateus Tchissola Muapelende e José Francisco Pedro dos Santos, ambos adjuntos da Lunda Sul;
- Abílio Amândio Coanjulula, adjunto no Cunene;
- João Muhango Lucelo, adjunto da Lunda Norte;
- Amaral Lino Francisco, adjunto do Bié;
- Serafim Coelho João, adjunto do Zaire;
- Mateus da Costa Chingui, adjunto do Bengo;
- Angelino Estevão, adjunto da Huíla;
- Jorge Velarinho Roberto, adjunto do Cuanza Norte;
- Agostinho da Cruz Agostinho, adjunto de Cabinda;
- Domingos Matucumona, adjunto do Cuanza Sul;
- José Manuel Epalanca, adjunto do Moxico;
- José Maria da Neto, adjunto do Namibe;
- José Augusto Miúdo, adjunto do Cubango;
- Mawete Sebastião Luvunga, adjunto da Lunda Norte.
No plano municipal, foram igualmente afastados vários chefes de departamento, incluindo João António Saldanha Lourenço (Cazenga), Fernando António (Alto Zambeze), Reis Lino (Gabela), Sukama Miguel Neto (Cacuaco) e Valentim Eduardo (Waku-Kungo).
A nível central, cessaram funções António da Conceição Simão (Crimes Violentos, Complexos e Mediáticos), Luís José Tavares (Crimes Contra a Segurança do Estado) e Francisco Ferreira dos Santos (Segurança Institucional), entre outros responsáveis de departamentos técnicos e de investigação.
Nomeações e movimentos
Ao abrigo do Decreto n.º 26/22, de 22 de Agosto, o ministro nomeou novos directores provinciais adjuntos e directores nacionais do SIC, incluindo vários oficiais que haviam sido exonerados de cargos anteriores, agora transferidos para outras províncias.
Entre os principais movimentos constam:
- Novais Eduardo Tchissesso, transferido do Cubango para director provincial adjunto no Cuando;
- Fernando António, exonerado do Alto Zambeze, nomeado adjunto no Moxico Leste;
- Gabriel Miguel Bocolo, antes em Luanda, passa a adjunto na Lunda Norte;
- João António Saldanha Lourenço, ex-Cazenga, designado adjunto no Cubango;
- João Quissanga da Costa, ex-Huíla, reconduzido agora adjunto na mesma província;
- Manuel Falemo Chozo, ex-chefe de departamento da Lunda Sul, passa a director provincial adjunto na mesma província;
- José Augusto Miúdo, anteriormente no Cubango, nomeado adjunto no Namibe;
- José Francisco Pedro dos Santos, também movimentado para o Moxico Leste;
- Serafim Coelho João, exonerado do Zaire, agora adjunto no Cuanza Sul;
- Mateus da Costa Chingui, exonerado do Bengo, reconduzido adjunto em Benguela;
- Mawete Sebastião Luvunga, ex-Lunda Norte, mantém-se na mesma região.
Outros movimentos notáveis incluem:
- Milca Rodrigues Manuel Francisco, nomeada directora provincial adjunta da Huíla;
- Anacleta Antonieta Cudila, designada directora provincial adjunta do Bengo;
- Maria Linda Alfredo, transferida para Cabinda;
- Maria Madalena João Muondo, nomeada adjunta no Cuanza Norte;
- Barroso Zinga Manuel, designado adjunto em Cabinda.
Novos directores nacionais
No plano central, foram nomeados:
- António Cândido da Cruz Ndakupapo, director nacional de Combate aos Crimes Informáticos;
- Alexandre Simão Sebastião, director nacional de Combate aos Crimes Contra as Pessoas.
Segundo fontes do Ministério do Interior, o movimento visa reforçar a disciplina, a eficácia operacional e a integridade dos quadros do SIC, enquadrando-se na política de modernização e mobilidade interna implementada pelo ministro Manuel Homem desde a sua tomada de posse.
Alguns oficiais não foram reconduzidos, sobretudo aqueles em funções há mais de cinco anos, num esforço de renovação das lideranças intermédias e ajuste às novas exigências da investigação criminal no país.