Detida sub-chefe do SME por falsificação da assinatura do ex-director geral e auxílio à imigração ilegal
Detida sub-chefe do SME por falsificação da assinatura do ex-director geral e auxílio à imigração ilegal
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Uma funcionária do Serviço de Migração e Estrangeiros (SME), colocada na província do Bengo, foi detida em flagrante delito no passado dia 14 de Dezembro, por alegado envolvimento em crimes de corrupção, auxílio à imigração ilegal, associação criminosa, tráfico de influência e contrafacção.

A detenção foi efectuada pelo Serviço de Investigação Criminal (SIC), através da sua Direcção Provincial no Bengo, em coordenação operativa com o SME, nas próprias instalações daquela instituição.

A suspeita, Ana Soares, de 42 anos, que ostenta a patente de 3.ª subchefe de migração, no posto de atendimento da secção de Expediente Migratório. O processo continua sob investigação das autoridades competentes.

Segundo o SIC, há fortes indícios de que a funcionária integrava um esquema fraudulento de emissão de passaportes e prática de outros actos migratórios em troca de valores monetários.

No momento da detenção, as autoridades encontraram no interior da viatura da suspeita, de marca Hyundai, modelo Sonata, de cor cinza, com a chapa de matrícula, LD-22-14-ER, estacionada nas instalações do SME, diversos documentos e materiais relacionados com procedimentos migratórios.

Entre os itens apreendidos constam pedidos de autorização de residência de cidadãos estrangeiros, passaportes estrangeiros, solicitações de prorrogação de vistos de trabalho, formulários de pedido de visto – em branco e preenchidos -, formulários para emissão de passaportes, cópias de passaportes de cidadãos estrangeiros, processos de concessão de passaportes ordinários para menores, pedidos de visto de permanência temporária, solicitações de cancelamento de vistos de trabalho, uma almofada de recolha de impressões digitais, bem como vinhetas com assinatura do antigo director-geral do SME.

No decurso das diligências subsequentes e em cumprimento de mandados de revista, busca e apreensão, foram ainda apreendidos, na residência da funcionária, três passaportes emitidos nos meses de Agosto e Novembro, em nome de dois adultos e uma menor, documentos que as autoridades consideram presumivelmente relacionados com os factos em investigação.

Face à gravidade da situação, a detida foi apresentada ao Ministério Público e, posteriormente, ao Juiz de Garantias, que lhe aplicou a medida de coacção de caução, no valor de 300 mil kwanzas, seguindo o processo para a fase de instrução preparatória.

Em nota tornada pública, o SIC apela à colaboração dos cidadãos, no âmbito da estratégia de reforço da integridade interna em curso em todos os órgãos do Ministério do Interior, encorajando a denúncia de práticas que atentem contra a ordem e a tranquilidade públicas.

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