
O professor e músico Diogo António de Lima Nogueira, conhecido publicamente por Kito Nogueira, foi detido na tarde desta segunda-feira, 5 de Janeiro, na sua residência situada na centralidade do Zango 0, bairro Vila Pacífica, província do Icolo e Bengo, e já foi apresentado ao Juiz de Garantias.
A detenção ocorreu por volta das 17 horas, no âmbito de um mandado emitido pelo Ministério Público, na sequência de um processo-crime que investiga a morte de Márcia Cardoso Domingos, de 25 anos, ocorrida a 20 de Novembro de 2023, na província do Cuanza Norte.
Em declarações à imprensa local, o porta-voz do Serviço de Investigação Criminal (SIC) no Cuanza Norte, inspector Kituxi da Silva André, informou que o arguido é apontado como autor moral do crime de ofensa grave à integridade física com resultado morte. Segundo a mesma fonte, o suspeito encontrava-se foragido da justiça há mais de dois anos.
De acordo com o SIC, a captura de Kito Nogueira resultou de um trabalho investigativo prolongado, desenvolvido pelo SIC-Cuanza Norte, em coordenação com a Direcção Central de Operações do SIC-Geral, envolvendo várias diligências destinadas à sua localização.
O detido, de 45 anos, natural do município do Cazengo, província do Cuanza Norte, é filho de Baptista de Lima Nogueira e Isabel Mateus António. O processo corre termos sob o n.º 69454, na jurisdição do Juiz de Garantias de Cazengo.
Segundo esclareceu o porta-voz do SIC, na data dos factos o suspeito chegou a ser detido, mas foi posteriormente colocado em liberdade mediante Termo de Identidade e Residência (TIR), ficando obrigado a apresentações periódicas às autoridades judiciais e proibido de se ausentar da província.
Contudo, após a soltura, ocorrida a 24 de Novembro de 2023, o arguido não voltou a comparecer perante os órgãos de justiça, situação que levou o Ministério Público a emitir um mandado de detenção.
“A não comparência reiterada do arguido às autoridades judiciais motivou a emissão do mandado de captura”, explicou Kituxi da Silva André.
A vítima, Márcia Cardoso Domingos, residia no bairro Kilamba e era estudante do Instituto Técnico de Saúde Arminda Faria. O caso gerou forte comoção social no Cuanza Norte, tendo em conta a natureza violenta das agressões que antecederam a sua morte.

As autoridades asseguram que o processo segue agora os seus trâmites legais, cabendo à justiça apurar as responsabilidades criminais do arguido, respeitando o princípio da presunção de inocência.
O Imparcial Press continuará a acompanhar a evolução do caso.