Director municipal de Fiscalização do Cabiri detido por corrupção
Director municipal de Fiscalização do Cabiri detido por corrupção
fisca cabirii

O director municipal de Fiscalização e Inspecção das Actividades Económicas e Segurança Alimentar do município do Cabiri, província do Icolo e Bengo, Bernardo Paulino José, foi detido na terça-feira, 06 de Janeiro, em flagrante delito, por alegados crimes de corrupção e recebimento ilícito de valores no interior do seu gabinete, apurou o Imparcial Press.

A detenção foi efectuada por uma equipa multissectorial da Inspecção Geral da Administração do Estado (IGAE), integrada por efectivos do Serviço de Investigação Criminal (SIC) e da Polícia Nacional.

No mesmo processo foram igualmente detidos o chefe das operações da fiscalização municipal, identificado apenas por Bento, e outro funcionário do referido gabinete administrativo.

Segundo fontes do Imparcial Press, os implicados terão sido apanhados no momento em que recebiam valores monetários relacionados com actos praticados no exercício das suas funções. As autoridades não avançaram, até ao momento, o montante exacto envolvido.

No decurso do mesmo caso, é ainda apontado o envolvimento do director municipal do Gabinete Jurídico, que, de acordo com a denúncia, terá alegadamente falsificado um termo de entrega de valores com o objectivo de legalizar um acto considerado ilegal, praticado pelo director de fiscalização agora detido.

A denúncia foi apresentada por um cidadão que pediu anonimato, alegando receio de represálias, e afirma que o caso envolve também outras figuras da administração local, incluindo responsáveis municipais, cujos alegados actos estão sob averiguação pelas autoridades competentes.

De acordo com o queixoso, os factos estão relacionados com um litígio fundiário envolvendo um terreno situado no município de Cabiri, anteriormente integrado no município de Catete, antes da nova Divisão Político-Administrativa.

O terreno, com uma área de 2,7 hectares, foi alvo de disputa judicial desde 2020, tendo culminado, em 2025, com a restituição definitiva da posse ao legítimo proprietário, através de certidão judicial.

Apesar da decisão judicial favorável, o proprietário alega ter enfrentado entraves administrativos no município do Cabiri, incluindo a anulação de uma licença previamente emitida e a remoção de contentores e outros bens do terreno por parte da fiscalização municipal.

Para a devolução dos referidos bens, terá sido exigido o pagamento de 400 mil kwanzas em numerário, situação que motivou o contacto com a IGAE e resultou na detenção dos envolvidos.

As autoridades confirmaram que o processo se encontra em instrução, estando os detidos a ser apresentados ao Ministério Público para os devidos trâmites legais.

Compartilhar:

Facebook
WhatsApp
LinkedIn
Twitter
error: Conteúdo protegido