LIMA denuncia à captura do programa “Kwenda” pelo Executivo de João Lourenço
LIMA denuncia à captura do programa "Kwenda" pelo Executivo de João Lourenço
LIMA

Sob o lema “LIMA – Pela dignidade, solidariedade e Equidade do Gênero“, realizou-se, no dia 03 e de Dezembro de 2022, nas Instalações do Partido no SOVSMO, em Luanda, a II Reunião Ordinária da Comité Nacional da LIMA.

A II Reunião Ordinária do Comité Nacional da LIMA teve o seu início com o discurso de abertura proferido pela Vice-Presidente do Partido, Sua Excelência Arlete Leona Chimbinda que agradeceu à todas as Mulheres enquadradas na LIMA em particular e dos angolanos em geral, pela sua maturidade e participação nas eleições.

A Vice-Presidente da UNITA, em representação de Sua Excelência o Presidente do Partido, Engenheiro, Adalberto Costa Júnior, agradeceu igualmente o trabalho desenvolvido pelos Membros do Comité Nacional da LIMA que, ao nível de todo o país, não se pouparam a esforços para corresponder à expectativa das populações, não obstante tudo o que se tinha passado durante a pré-campanha e a campanha eleitoral em que a UNITA teve de lutar contra um partido que utilizou todo o aparelho do Estado, para assaltar o Poder.

Depois de um dia inteiro de acesos debates, o Comité Nacional da LIMA chegou às seguintes conclusões:

I. Sobre a vida político-partidária e da Mulher em particular

  1. Reconhecer que, mesmo com todos os entraves estratégicos criados pelo regime para a inviabilização dum processo eleitoral normal, as Mulheres da UNITA mantiveram-se firmes na mobilização do voto visando finalmente a tão almejada alternância.
  2. Felicitar o grande trabalho político realizado pelos Membros do Comité Nacional da LIMA que, apesar das dificuldades que têm enfrentado como Mulheres nas várias frentes do combate político, conseguiram manter-se unidas em torno da Direcção do Partido para a defesa dos ideais do Povo Angolano;
  3. Envolver-se directamente nas acções de mobilização e consciencialização do voto para a realização das eleições autárquicas em 2023 e em todos os Municípios, esperando que as promessas feitas pelo chefe de Estado, durante a campanha eleitoral, se concretizem;
  4. Continuar a trabalhar, afincadamente junto dos vários segmentos femininos da sociedade civil e das autoridades tradicionais, no sentido de se aumentar a sua participação, rumo ao desenvolvimento das comunidades;
  5. Reiterar a vontade política de todos os membros do Comité Nacional da LIMA, em como as Mulheres na UNITA continuarão a empenhar-se por uma Angola democrática, desenvolvida e igual para todos;

II. Sobre a vida política nacional e da Mulher em Particular

  1. As Mulheres devem continuar envolvidas na luta por uma verdadeira democratização do país, de modo que haja um desenvolvimento económico e social sustentável que orgulhe todos os angolanos e angolanas;
  2. Responsabilizar o executivo angolano pela situação miserável das famílias angolanas, que por falta de boas políticas de redistribuição dos recursos, por exemplo, as mulheres chefes de famílias monoparentais, representam o rosto da pobreza em Angola;
  3. Solidarizar-se com as quase intermináveis greves dos profissionais da educação e da saúde e de tantos outros trabalhadores angolanos que, através dos seus Sindicatos, têm lutado constantemente pela melhoria das suas condições de vida, em prol dos interesses de todas as famílias angolanas;
  4. Denunciar a falta de vontade política do executivo angolano em criar políticas sustentáveis para a estabilidade social, económica e cultural das famílias angolana;
  5. Solidarizar-se com as famílias angolanas, sobretudo as Mulheres angolanas marginalizadas que se encontram abandonadas pelo país inteiro que não têm acesso aos recursos do país, tudo por causa do egoísmo desmedido e da falta de políticas de redistribuição equitativa das riquezas do País;
  6. Exigir do executivo angolano a tomada de medidas adequadas capazes de responder ao facto de neste momento haver no país mais de 3 milhões de crianças fora do sistema de ensino;
  7. Denunciar a quase incorrigível postura violenta da polícia nacional para com a Mulher Zungueira durante a sua actividade de venda ambulante;
  8. Solidarizar-se com as Mulheres que têm sido duramente violentadas, física e verbalmente, em vários ambientes inexplicáveis tal como aconteceu com a Sra. Ludmila Pinto, esposa do Jornalista da Rádio Despertar, o Sr. Cláudio Pinto;
  9. Denunciar a captura pelo executivo angolano do programa Kwenda financiado parcialmente pelo Banco Mundial, direcionado ao combate à pobreza e que serviu vergonhosamente para a compra de votos nas últimas eleições;

III. Sobre a situação política internacional

O Comité Nacional da LIMA saúda e encoraja o Périplo Diplomático de Sua Excelência, o Presidente do Partido Engenheiro, Adalberto Costa Júnior, ao Continente Americano para participar da reunião da Internacional Democrática do Centro (IDC), na qualidade de Vice-Presidente daquele órgão internacional, tendo culminado com a excelente Resolução sobre a actual situação em Angola, após às Eleições Gerais realizadas a 24 de Agosto de 2022.

A II Reunião Ordinária do Comité Nacional da LIMA aprovou uma Moção de Confiança ao Presidente do Partido, Engenheiro Adalberto Costa Júnior, em reconhecimento à forma brilhante como liderou a defesa da UNITA e como conseguiu resistir aos frequentes ataques políticos virulentos contra si e contra o Partido. Essa Moção foi aprovada por unanimidade com 291 votos dos Membros presentes.

O Comité Nacional da LIMA encerrou as suas actividades num ambiente de concórdia e grande solidariedade política em prol de um país verdadeiramente democrático e igual para todas as Famílias angolanas.

Luanda, 03 de dezembro de 2022
A II Reunião Ordinária do Comité Nacional da Liga da Mulher
Angolana-LIMA.

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