Funcionária do Ministério da Justiça detida por de emissão fraudulenta de BI a cidadãos estrangeiros
Funcionária do Ministério da Justiça detida por de emissão fraudulenta de BI a cidadãos estrangeiros
albertina

Uma funcionária do Ministério da Justiça e dos Direitos Humanos foi detida ontem, sexta-feira, 16, em Luanda, por envolvimento na emissão fraudulenta de Bilhetes de Identidade (BI) angolanos a cidadãos da República Democrática do Congo (RDC), informaram fontes ligadas à investigação.

A detenção ocorreu por volta das 11:00, no posto de emissão de BI da praça do São Paulo, no âmbito de uma operação conduzida pela Direcção de Investigação de Ilícitos Penais (DIIP), em coordenação com outros órgãos operativos, ao abrigo do processo n.º 3191/25-PGR, com mandado emitido, a 30 de Dezembro de 2025, pelo magistrado do Ministério Público Seabra José Miranda.

A implicada, identificada por Albertina da Conceição Fragoso, conhecida por “Tininha”, de 50 anos, exerce funções de oficial auxiliar de notariado de segunda classe e encontra-se afeta ao referido posto de atendimento do Ministério da Justiça.

Segundo dados preliminares da investigação, a funcionária estará implicada na emissão e atribuição irregular de pelo menos seis Bilhetes de Identidade angolanos a cidadãos estrangeiros de nacionalidade congolesa.

Fontes do processo indicaram ainda que, após a detenção, terão ocorrido tentativas de interferência por parte de duas individualidades, incluindo o administrador municipal do Rangel, Lourenço Luís Domingos, e um cidadão identificado como Carlos, alegadamente tenente das Forças Armadas Angolanas, colocado na Polícia Judiciária, que terão estabelecido contactos com agentes envolvidos na operação no sentido de viabilizar a libertação da detida.

Na sequência da ocorrência, as autoridades reforçaram as medidas de segurança junto dos efectivos do DIIP e procederam ao encaminhamento da suspeita para uma esquadra policial no município do Sequele, província do Icolo e Bengo.

O caso segue agora para fase de interrogatório, com o objectivo de apurar a eventual existência de outros envolvidos no esquema de falsificação documental, não sendo excluídas novas detenções.

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