Marcolino Moco manifesta apoio ao general “Paka” após constituição como arguido
Marcolino Moco manifesta apoio ao general "Paka" após constituição como arguido
JL e Pakas

O antigo secretário-geral do MPLA e ex-primeiro-ministro, Marcolino Moco, manifestou no sábado apoio público ao general na reforma Manuel Mendes de Carvalho, conhecido por “Paka”, defendendo que as declarações do militar devem ser analisadas no contexto da situação política e social de Angola.

Num texto divulgado publicamente, Marcolino Moco critica abordagens que enquadram as palavras de “Paka” apenas num plano jurídico-formal, considerando que esse entendimento ignora a realidade vivida no país.

Segundo o ex-primeiro-ministro, a linguagem utilizada pelo general resulta de uma reacção de “carácter rebelde” ao que classifica como um funcionamento “ético-moralmente degradado” do sistema político angolano no período pós-guerra civil.

Marcolino Moco sustenta que, após o fim do conflito armado, a sociedade angolana esperava uma fase de distensão política, mas que o Estado acabou por se transformar num instrumento de exclusão, com forte influência dos serviços de inteligência.

No seu entendimento, as esperanças renovadas no início do mandato do Presidente João Lourenço não se materializaram, conduzindo ao actual clima de frustração social.

O antigo dirigente do MPLA defende ainda que uma leitura estritamente legalista das declarações do general não contribuirá para a resolução dos problemas do país, apelando ao reforço dos objectivos de reconciliação nacional, nomeadamente os propostos pela Conferência Episcopal de Angola e São Tomé (CEAST).

A tomada de posição de Marcolino Moco surge numa altura em que o general na reforma Manuel Mendes de Carvalho “Paka” foi ouvido, na terça-feira, pela Direcção Nacional de Investigação e Acção Penal (DNIAP), em Luanda, na sequência de uma notificação da Procuradoria-Geral da República (PGR).

Na ocasião, “Paka” foi constituído arguido num processo-crime que envolve alegadas injúrias, difamação e calúnia contra o Presidente da República, João Lourenço. As autoridades judiciais não avançaram, até ao momento, mais detalhes sobre o andamento do processo.

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