
O presidente da UNITA, Adalberto Costa Júnior, manifestou hoje, domingo, “profunda preocupação” com a situação de emergência provocada pelas inundações na província de Benguela e apelou a uma intervenção imediata do Estado para proteger as populações afectadas, após o rompimento do dique de protecção da margem esquerda do rio Cavaco.
Numa nota tornada pública, o líder do maior partido da oposição afirmou que o cenário vivido na capital benguelense “exige mais do que atenção distante”, defendendo uma mobilização urgente das autoridades para salvaguardar vidas humanas, socorrer famílias isoladas e reduzir os danos materiais em curso.
“O que se vive neste momento exige presença do Estado, coordenação efectiva dos serviços de protecção civil e uma resposta imediata”, sublinhou.
Adalberto Costa Júnior apelou às autoridades competentes para que mobilizem “todos os meios necessários”, reforcem as operações de evacuação e assistência e assegurem abrigo condigno às famílias afectadas.
O dirigente considerou ainda que a tragédia expõe falhas ao nível da prevenção e manutenção de infra-estruturas de contenção, defendendo que situações como esta demonstram que “a prevenção e a manutenção das infra-estruturas são tão importantes quanto a resposta em emergência”.
“Quando as águas sobem e as barreiras cedem, o tempo deixa de ser burocrático e passa a ser humano: cada minuto conta”, referiu.
O Imparcial Press sabe que as zonas da Calomanga, Tchipiandalo, Massangarala, Cotel e Santa Teresa estão entre as mais afectadas, com ruas submersas, residências parcialmente inundadas e várias famílias em situação de elevada vulnerabilidade.
De acordo com os relatos, algumas pessoas permanecem nos tectos das habitações à espera de assistência, num contexto marcado por relatos de pânico, perdas materiais avultadas e deslocações forçadas.
Até ao momento, foram reportadas duas mortes de crianças, embora as autoridades ainda não tenham divulgado um balanço oficial actualizado sobre vítimas e desalojados.
As fortes chuvas que atingem Benguela nos últimos dias culminaram, na manhã de domingo, com o rompimento do dique de protecção do rio Cavaco, provocando inundações severas em vários bairros da cidade e obrigando centenas de moradores a abandonar as suas casas.