
O general Higino Carneiro anunciou hoje ter cumprido os primeiros requisitos formais para avançar com a sua candidatura à presidência do MPLA, no âmbito do IX Congresso Ordinário do partido, marcado para os dias 9 e 10 de Dezembro.
Num comunicado dirigido aos militantes e à opinião pública, em posse do Imparcial Press, o também membro do Comité Central informou que a sua intenção já foi oficialmente comunicada ao Comité de Acção do Partido (CAP) onde milita, bem como à Subcomissão de Candidaturas da Comissão Nacional Preparatória do congresso.
Segundo o documento, a estrutura responsável pelo processo eleitoral interno acusou a recepção da manifestação de candidatura, submetida a 25 de Abril, tendo igualmente disponibilizado os instrumentos necessários à formalização do processo, incluindo formulários de recolha de assinaturas, regulamento eleitoral e estatutos do partido.
A Subcomissão de Candidaturas, coordenada por Job Pedro Castelo Capapinha, indicou que o processo completo deverá ser submetido até 25 de Outubro, data-limite para validação das candidaturas.
No comunicado, Higino Carneiro apela ao envolvimento dos militantes, solicitando a subscrição das fichas de apoio necessárias à formalização da candidatura, sublinhando que o seu projecto político visa reforçar a unidade interna do partido e melhorar a capacidade de resposta às aspirações da população.
“A minha candidatura tem como objectivo principal trabalhar pela unidade do MPLA e reforçar a sua capacidade de atender aos legítimos anseios do povo angolano”, refere.
O processo de candidaturas à liderança do MPLA decorre num contexto de expectativa quanto à possibilidade de múltiplas candidaturas, num partido historicamente marcado por consensos internos em torno da liderança.
Até ao momento, Higino Carneiro é uma das figuras que manifestou publicamente a intenção de concorrer, embora o processo formal ainda dependa da validação dos requisitos estatutários, incluindo a recolha de assinaturas de militantes em todo o país.
O congresso de Dezembro deverá definir a futura liderança do MPLA, num período considerado determinante para a reorganização interna do partido e preparação para os próximos desafios políticos em Angola.