EUA rejeita pacto migratório e acusa ONU de promover imigração em massa
EUA rejeita pacto migratório e acusa ONU de promover imigração em massa
Trump

Os Estados Unidos anunciaram que não participaram no segundo Fórum Internacional de Revisão da Migração (IMRF), realizado esta semana na sede das Nações Unidas, em Nova Iorque, e recusaram apoiar a declaração final de “progresso”, reafirmando a oposição da administração do Presidente Donald Trump ao Pacto Global para a Migração.

Num comunicado enviado à redacção do Imparcial Press após o encerramento do fórum, Washington acusou as Nações Unidas de promoverem políticas favoráveis à imigração em massa e criticou aquilo que classificou como tentativas de limitar a soberania dos Estados na definição das suas políticas migratórias.

“Abrir as nossas portas à migração em massa foi um grave erro que ameaça a coesão das nossas sociedades”, refere a nota, que acusa ainda agências da ONU e parceiros internacionais de facilitarem fluxos migratórios para os Estados Unidos e outros países ocidentais.

A administração norte-americana sustenta que os custos da imigração irregular recaem sobretudo sobre os trabalhadores e contribuintes norte-americanos, apontando pressões sobre os serviços sociais, habitação e mercado laboral.

“O nosso objectivo não é gerir a migração, mas promover a remigração”, refere o comunicado, numa das posições mais duras assumidas por Washington em relação às políticas migratórias multilaterais.

Os Estados Unidos recordaram igualmente que abandonaram o Pacto Global para Migração em 2017, durante o primeiro mandato de Donald Trump, alegando que o documento era incompatível com os interesses nacionais norte-americanos.

O segundo Fórum Internacional de Revisão da Migração decorreu entre 5 e 8 de Maio, na sede da Organização das Nações Unidas, em Nova Iorque, reunindo representantes governamentais, agências internacionais e organizações da sociedade civil para avaliar os progressos na implementação do Pacto Global para Migração Segura, Ordenada e Regular, adoptado em 2018.

O encontro incluiu debates políticos, sessões plenárias e mesas-redondas temáticas, culminando com a aprovação de uma declaração de progresso destinada a orientar a cooperação internacional em matéria migratória nos próximos anos.

A posição norte-americana surge num contexto de endurecimento das políticas migratórias defendidas pela actual administração republicana, que tem reforçado medidas de controlo fronteiriço e combatido programas internacionais de acolhimento e reassentamento de migrantes.

Analistas consideram que a recusa dos Estados Unidos em apoiar os mecanismos multilaterais da ONU poderá acentuar as divergências entre Washington e vários parceiros internacionais sobre a governação global das migrações.

Compartilhar:

Facebook
WhatsApp
LinkedIn
Twitter
error: Conteúdo protegido