
A Comissão Nacional Eleitoral (CNE) aprovou o lema oficial das eleições gerais de 2027, “Angolanas e Angolanos, Todos ao Voto“, e autorizou o início da produção do material eleitoral destinado ao próximo pleito, anunciou o porta-voz do órgão, Manuel Camati.
A decisão foi tomada durante a II Sessão Ordinária da CNE, realizada ontem, sexta-feira, em Luanda, no âmbito dos preparativos para as eleições gerais previstas para o próximo ano.
Segundo Manuel Camati, o lema foi seleccionado entre quatro propostas analisadas pelos membros do plenário, tendo prevalecido por reunir critérios de promoção da participação eleitoral, inclusão social, identidade nacional e reforço da cultura democrática.
“Angolanas e Angolanos, Todos ao Voto” foi escolhido entre outras propostas, nomeadamente “Angola vota, Angola decide”, “Angola decide, vote” e “Juntos, construímos a democracia”.
O porta-voz da CNE afirmou que o slogan pretende incentivar a participação dos cidadãos no processo eleitoral e contribuir para a redução dos níveis de abstenção registados nos últimos pleitos.
“A definição de um lema constitui um importante instrumento de comunicação pública, porque sintetiza os valores fundamentais que orientam o processo eleitoral e reforça a confiança dos cidadãos nas instituições democráticas”, referiu.
Manuel Camati destacou igualmente que a formulação adoptada coloca propositadamente o feminino em primeiro lugar, numa referência ao papel da mulher na sociedade angolana.
Segundo explicou, a expressão “Angolanas e Angolanos” procura reconhecer o peso demográfico e a importância das mulheres no processo democrático, recordando que os dados do último Recenseamento Geral da População apontam para uma maioria feminina no país.
Além da aprovação do lema, a CNE validou o início da produção do material eleitoral destinado às eleições gerais de 2027.
De acordo com Manuel Camati, as empresas responsáveis pelo fornecimento dos bens e serviços necessários à organização do processo eleitoral já haviam sido contratadas, faltando apenas a autorização formal do plenário para o arranque dos trabalhos.
“O que foi aprovado não foi uma nova contratação, mas sim a autorização para que as empresas avancem para a fase de execução”, esclareceu.
A deliberação é considerada pela CNE uma etapa importante para assegurar a preparação atempada do processo eleitoral e garantir a disponibilidade dos materiais necessários antes do início das operações logísticas.
Durante a sessão, os membros do plenário aprovaram igualmente o Regulamento de Visitas à Casa Museu da Comissão Nacional Eleitoral, espaço dedicado à preservação da memória dos processos eleitorais realizados em Angola.
Segundo a CNE, o regulamento surge em resposta ao crescente interesse manifestado por estudantes, investigadores e cidadãos que procuram conhecer o acervo histórico da instituição. A Casa Museu permanecerá aberta ao público, mediante solicitação prévia dos interessados.