SADC acelera criação de visto único regional e Angola integra fase piloto
SADC acelera criação de visto único regional e Angola integra fase piloto
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O projecto de criação do SADC UniVisa, um visto turístico único para a África Austral, registou novos avanços e aproxima-se da fase decisiva de aprovação política. A iniciativa, que pretende facilitar a circulação de turistas entre os 16 Estados-membros da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC), deverá ser submetida em breve à apreciação dos Chefes de Estado e de Governo da organização, depois de ter recebido luz verde dos ministros responsáveis pelo sector do Turismo.

Angola integra o grupo restrito de países escolhidos para testar o novo sistema na fase piloto, ao lado da Namíbia, África do Sul, Moçambique e Zimbabwe.

A decisão foi inicialmente acolhida pelos Chefes de Estado da SADC durante a Cimeira das Áreas de Conservação Transfronteiriças, realizada em Harare, em Maio de 2025, e tem vindo a ser consolidada ao longo de 2026 com a definição dos mecanismos técnicos e jurídicos necessários à sua implementação.

O objectivo do SADC UniVisa é eliminar um dos principais entraves ao crescimento do turismo regional: a necessidade de obtenção de vistos separados para cada país visitado.

Actualmente, um turista que pretenda conhecer vários destinos da África Austral é obrigado, em muitos casos, a solicitar diversas autorizações de entrada, enfrentando custos acrescidos e longos processos burocráticos.

Com o novo modelo, bastará um único visto para circular pelos países aderentes, à semelhança do espaço Schengen na Europa.

A expectativa da SADC é que a medida aumente significativamente o fluxo turístico, prolongue o tempo de permanência dos visitantes e impulsione sectores como a hotelaria, os transportes, a restauração e o comércio.

Durante uma reunião ministerial realizada em Fevereiro deste ano, os ministros do Turismo da SADC analisaram o progresso do projecto-piloto e orientaram o Secretariado da organização a acelerar os preparativos para a sua implementação.

Entre os aspectos em desenvolvimento encontram-se a harmonização dos sistemas de controlo migratório, a partilha de informação entre os serviços de imigração, os mecanismos de repartição de receitas e os procedimentos de segurança fronteiriça.

O modelo inspira-se no sucesso do KAZA UniVisa, actualmente utilizado entre a Zâmbia e o Zimbabwe, que permite aos turistas deslocarem-se entre os dois países utilizando apenas um visto, incluindo visitas de curta duração ao Botswana através de postos fronteiriços específicos.

A SADC pretende agora expandir esse conceito para uma escala regional muito mais abrangente. Para Angola, a participação na fase piloto representa mais um passo no processo de integração regional.

Depois de concluir a adesão à Zona de Comércio Livre da SADC, o país procura agora reforçar a sua posição como destino turístico e plataforma logística da África Austral, beneficiando da crescente aposta na livre circulação de pessoas e na integração económica regional.

Apesar dos avanços políticos, o SADC UniVisa ainda não tem data oficial para entrar em vigor. Também permanecem por definir aspectos como o custo do visto, os critérios de elegibilidade dos visitantes, o período de validade e a plataforma de emissão do documento, matérias que deverão ser decididas após a aprovação definitiva pelos Chefes de Estado da organização.

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