
O pré-candidato à presidência do MPLA, general Francisco Higino Lopes Carneiro, prestou esta quarta-feira uma homenagem ao antigo Presidente da República, José Eduardo dos Santos, por ocasião do quarto aniversário da sua morte, destacando-o como o seu “mentor político” e uma das principais referências da história contemporânea de Angola.
Numa mensagem divulgada nas redes sociais, Higino Carneiro, que completa hoje 71 anos, afirmou que a data assume um significado especial por coincidir com o quarto aniversário da morte do antigo Chefe de Estado.
“Presto a minha sentida homenagem ao Arquitecto da Paz e da Reconciliação Nacional. A sua visão, liderança e dedicação à causa nacional deixaram um legado indelével, que continua a inspirar todos aqueles que acreditam numa Angola unida, estável e próspera”, escreveu.
O general acrescentou que a memória de José Eduardo dos Santos deve permanecer viva e defendeu que os valores por ele promovidos continuem a orientar as gerações presentes e futuras. “Que Deus abençoe Angola e o seu povo”, concluiu.
A homenagem surge numa altura em que Higino Carneiro procura reunir apoios para disputar a presidência do MPLA, apresentando-se como pré-candidato ao congresso do partido, marcado para Dezembro deste ano, no qual enfrentará o actual líder da formação política, João Lourenço, candidato à sua própria sucessão.
José Eduardo dos Santos morreu a 8 de Julho de 2022, aos 79 anos, em Barcelona, Espanha, onde se encontrava em tratamento médico.
A sua morte ocorreu após vários dias de internamento na sequência de uma paragem cardiorrespiratória, desencadeando um processo judicial em Espanha relacionado com divergências familiares sobre o seu estado de saúde e o local das exéquias.
Presidente de Angola entre 1979 e 2017, José Eduardo dos Santos liderou o país durante 38 anos, tornando-se o segundo Chefe de Estado da história de Angola independente.
Durante o seu mandato, conduziu o país no período final da guerra civil, encerrada em 2002, após a morte de Jonas Savimbi e a assinatura do Memorando de Entendimento do Luena, marco que abriu caminho para a reconstrução nacional.
Sob a sua liderança, Angola registou um período de forte crescimento económico impulsionado pelas receitas petrolíferas, mas o seu consulado ficou igualmente marcado por críticas relacionadas com a concentração de poder, denúncias de corrupção, limitações às liberdades políticas e profundas desigualdades sociais.
Após deixar a Presidência da República, em 2017, José Eduardo dos Santos foi substituído por João Lourenço, que lançou um amplo programa de combate à corrupção, atingindo vários antigos dirigentes e familiares do ex-chefe de Estado.