Angola anuncia nova descoberta de petróleo e gás condensado no Bloco 0
Angola anuncia nova descoberta de petróleo e gás condensado no Bloco 0
Petroleo

Angola anunciou uma nova descoberta de petróleo e gás condensado no poço de exploração 105-4X, localizado no Bloco 0, na bacia do Baixo Congo, ao largo da província de Cabinda.

Segundo um comunicado conjunto da Agência Nacional de Petróleo, Gás e Biocombustíveis (ANPG) e do Grupo Empreiteiro do Bloco 0, os resultados preliminares confirmam uma coluna de óleo e gás condensado com mais de 600 metros no reservatório principal.

A descoberta apresenta ainda mais de 90 metros de espessura líquida produtiva e boas propriedades petrofísicas do reservatório, indicadores que, segundo as entidades, apontam para um potencial de viabilidade comercial.

A ANPG e os parceiros do Bloco 0 indicam que a descoberta será submetida a avaliação técnica e económica com vista a determinar o seu potencial de desenvolvimento.

Uma das opções em análise passa pela ligação da nova descoberta às infra-estruturas já existentes no Bloco 0, solução que poderá reduzir a necessidade de investimento adicional e acelerar a entrada em produção.

Citado no comunicado, o presidente do Conselho de Administração da ANPG, Paulino Jerónimo, destacou a importância de continuar a identificar novas oportunidades de exploração no Bloco 0, em linha com a estratégia definida para a área.

Segundo o responsável, a descoberta poderá criar condições para uma monetização mais rápida dos recursos, com potencial impacto na produção nacional e nas receitas do Estado e das empresas parceiras.

O vice-presidente de Exploração da Chevron, Kevin McLachlan, considerou a descoberta um marco na presença da petrolífera em Angola, que ultrapassa já sete décadas.

O Bloco 0, situado na costa de Cabinda, é operado pela Chevron, através da subsidiária Cabinda Gulf Oil Company Limited (CABGOC), que detém 39,2% de participação. A Sonangol E&P possui 41%, a TotalEnergies 10% e a Azule Energy 9,8%.

A nova descoberta ocorre num momento em que Angola procura aumentar a actividade de exploração e travar o declínio da produção petrolífera, mantendo o petróleo como principal fonte de receitas de exportação e de financiamento do Estado.

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