
O presente artigo aborda o stress no local de trabalho com particular enfoque em Luanda. A temática tem sido alvo de inúmeras reflexões por parte de vários pesquisadores sociais, nomeadamente gestores das organizações, outras áreas do saber bem como da sociedade.
A maioria concorda que um nível baixo de stress é de facto necessário e, muitas vezes, melhora o desempenho no local de trabalho. Porém, quando o nível de stress atinge patamares elevados, os problemas causados são gravíssimos.
O stress tem sido uma das principais preocupações o que concerne a saúde do trabalhador. Se as empresas e a sociedade continuarem negligenciando e não tomarem as devidas providências, terão que enfrentar um verdadeiro surto de stress.
Segundo Spector (2006), o conceito de stress tem a ver com a carga de transtornos e aflições que certos eventos da organização e do contorno que provocam nas pessoas.
Para Chiavenato (2002), stress é o ponto em que o indivíduo não consegue controlar os seus conflitos internos, gerando um excesso de energia, originando consequências tais como fadiga, cansaço, tristeza, euforia.
Na perspectiva de Saveia (2009, p. 48), “o trabalho pode ser entendido como a acção decorrente do dispêndio de energia intelectual e física, com o objectivo de produzir bens ou prestar serviços, contribuindo assim para a reprodução da vida humana”.
O stress no local de trabalho tornou-se um dos desafios mais complexos e dispendiosos da gestão contemporânea e da saúde pública mundial.
Longe de ser apenas um desconforto passageiro, o stress ocupacional resulta de um desequilíbrio profundo entre as exigências colocadas ao trabalhador e a sua capacidade real (ou percebida) de lhes dar resposta.
Numa economia globalizada, caracterizada pela digitalização, pressões por produtividade imediata e pela diluição das fronteiras entre a vida pessoal e profissional, o ambiente laboral transformou-se num terreno fértil para o esgotamento físico e mental.
Sob a perspectiva da psicologia organizacional, este fenómeno não deve ser analisado de forma isolada, mas sim como o produto de uma interação falhada entre o indivíduo e o seu ecossistema de trabalho.
Factores como a sobrecarga de tarefas, a ambiguidade de papéis, a falta de autonomia nas decisões e a ausência de suporte social por parte das chefias atuam como agentes estressores crónicos.
Quando prolongado, este estado de tensão activa respostas neuroendócrinas que degradam a saúde do colaborador, manifestando-se através de distúrbios de ansiedade, problemas cardiovasculares e, no limite, no desenvolvimento da Síndrome de Burnout.
Para as organizações, o impacto do stress deixa de ser uma questão humanitária e passa a ser uma métrica financeira e operacional crítica.
O absentismo (ausência ao trabalho por motivos de saúde) e o presenteísmo (estar fisicamente presente, mas sem capacidade de produção devido ao esgotamento) drenam a eficiência das empresas e comprometem a inovação.
Compreender o stress no trabalho exige e superar a visão de que a resiliência é uma responsabilidade puramente individual, movendo o foco para a criação de culturas organizacionais que priorizem a segurança psicológica e o equilíbrio sistémico.
Conclusão
O objectivo principal deste artigo foi compreender o stresse no local de trabalho com particular enfoque em Luanda.
O stress decorrente do trabalho, acaba também por afectar as diferentes áreas de vida do indivíduo, logo, há o risco de prejudicar de forma geral a qualidade de vida das pessoas.
Os resultados recolhidos durante a pesquisa de campo, ilustrou o seguinte:
A sobrecarga de trabalho e a diminuição dos salários são os principais factores do stress.
Importa aferir que, a jornada excessiva de trabalho contribui para o surgimento do stress no seio dos funcionários de várias empresas.
É de destacar também que, quanto melhor for à remuneração dos funcionários, menor será o stress dos mesmos.
O estilo de liderança implementado nesta escola contribui para o stress dos funcionários.
A valorização dos funcionários são os principais pressupostos ligados à avaliação da forma de funcionamento dos líderes da escola.
O reconhecimento pelo esforço empreendido e a oportunidade de crescimento pessoal são as estratégias propostas de modo a diminuir o stress dos funcionários.
É de referir que, o objectivo da pesquisa foi alcançado uma vez que conseguimos ter uma compreensão aprofundada sobre o estresse no local de trabalho.
A terminar, como última nota conclusiva, é de referir que, a presente investigação do artigo não deve ser considerado como um produto acabado, por ser apenas um pequeno contributo e uma demonstração daquilo que é a qualidade e quantidade de conhecimentos adquiridos sobre o stresse no local de trabalho.