Partidos da oposição condenam violência no Uíge e anunciam plataforma conjunta
Partidos da oposição condenam violência no Uíge e anunciam plataforma conjunta
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Líderes de sete partidos políticos angolanos reuniram-se ontem, terça-feira, em Luanda, para analisar a situação política, económica e social do país, com particular incidência nos actos de violência denunciados no Uíge contra militantes da UNITA e populações.

O encontro, realizado na sede do Grupo Parlamentar da UNITA, juntou Adalberto Costa Júnior (UNITA), Manuel Fernandes (RENOVA Angola), Sikonda Alexandre (PNSA), Eduardo Garcia (PPA), João Nsumbo, em representação do PDP-ANA, Benedito Daniel (PRS) e Filomeno Vieira Lopes (Bloco Democrático).

Na declaração conjunta, em posse do Imparcial Press, os líderes condenaram “veementemente” os actos de violência registados no Uíge, considerando que podem afectar o clima de paz e reconciliação nacional e a confiança num processo eleitoral credível, a menos de um ano das eleições gerais de 2027.

Os dirigentes exigiram a responsabilização civil e criminal dos autores dos actos denunciados e apelaram ao Executivo e ao partido que o sustenta, o MPLA, para que não instrumentalizem as forças de defesa e segurança em benefício de interesses partidários.

Os partidos criticaram igualmente os órgãos de comunicação social públicos, que acusam de falta de isenção, contraditório, igualdade de tratamento e pluralidade, alegadamente em benefício do partido no poder.

Na declaração, manifestaram solidariedade para com os feridos e familiares das vítimas e apelaram aos angolanos para manterem a tolerância e a convivência pacífica.

Os líderes consideram que os acontecimentos no Uíge fazem parte de um quadro mais amplo de alegadas violações das liberdades democráticas, intolerância política e restrições à liberdade de expressão e de manifestação, situação que classificam como particularmente preocupante no actual período pré-eleitoral.

Face ao cenário, decidiram estabelecer encontros regulares e criar um observatório para a defesa da cidadania e do Estado Democrático de Direito, assumindo o compromisso de uma actuação conjunta sob o princípio de “um por todos, todos por um”.

As sete formações defenderam ainda a criação de um mecanismo que envolva todos os partidos políticos, incluindo o MPLA, para prevenir e resolver eventuais conflitos antes, durante e depois das eleições gerais.

Os líderes anunciaram também a intenção de alargar a concertação a outras forças da sociedade e adoptar formas de mobilização da sociedade civil, considerando que estão em causa direitos fundamentais dos cidadãos.

A reunião ocorre num contexto de preparação para as eleições gerais de 2027 e de crescente concertação entre diferentes forças da oposição angolana.

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