
O tenente-general Mário Jorge da Silva Neto, conhecido por “Caibom”, comandante da Unidade de Defesa Presidencial (UDP), surge nos bastidores como um dos nomes apontados para uma eventual sucessão do general João Massano à frente do Serviço de Inteligência e Segurança Militar (SISM).
A possibilidade ganha força perante a perspectiva de saída de João Massano, que poderá deixar o cargo por atingir o limite de idade para o exercício de funções. A eventual mudança abre uma discussão interna sobre a sucessão num dos sectores mais sensíveis da estrutura de segurança do Estado.
Segundo informações que circulam em meios militares e político-estratégicos, Mário Neto já estará a desenvolver diligências nos bastidores com vista a posicionar-se para o comando do SISM.
A possível saída de Massano representa uma mudança relevante numa estrutura que dirige há vários anos e onde acumulou experiência e influência.
A sua eventual substituição exigirá, segundo análises feitas no meio militar, um quadro com conhecimento operacional, capacidade de liderança e elevado grau de confiança institucional.
É neste contexto que o nome de Mário Neto começa a ganhar destaque. Para o oficial das Forças Armadas Angolanas na inactividade temporária, Germano Capemba, uma eventual escolha do comandante da UDP não constituiria uma ruptura com a actual arquitectura de segurança, mas antes uma continuidade da lógica de confiança institucional que tem marcado o mandato do Presidente João Lourenço.
Mário Neto ocupa actualmente uma posição particularmente sensível no aparelho de segurança do Estado. À frente da Unidade de Defesa Presidencial, tem sob sua responsabilidade uma estrutura directamente ligada à protecção do Presidente da República e das instituições do Estado, função que exige elevados níveis de confiança, disciplina e capacidade operacional.
Outro elemento apontado como factor de valorização do oficial é o seu percurso académico e a reflexão que tem desenvolvido sobre matérias de segurança.
Em 2026, publicou a obra “Segurança Nacional e Cidadania – Estudo sobre a República de Angola”, na qual aborda questões relacionadas com segurança, soberania e cidadania.
Para os defensores da sua eventual ascensão ao SISM, o percurso na UDP constitui igualmente uma vantagem numa eventual transição.
A experiência acumulada numa estrutura de elevada exigência operacional poderá facilitar a adaptação ao comando de um serviço com responsabilidades na inteligência militar, contra-inteligência e avaliação de ameaças à segurança nacional.
Natural do Rangel, em Luanda, Mário Jorge da Silva Neto ascendeu ao posto de tenente-general nas FAA e consolidou o seu percurso militar em funções de responsabilidade.
A sua liderança da UDP é associada, segundo a análise de Germano Capemba, a uma combinação de disciplina, organização e capacidade operacional.
A eventual sucessão de João Massano deverá, por isso, ser acompanhada com particular atenção dentro das Forças Armadas e do aparelho de segurança, tendo em conta a importância estratégica do SISM na arquitectura de defesa e segurança nacional.
Para Germano Capemba, Mário Neto reúne características que poderão favorecer uma eventual escolha, descrevendo-o como um oficial marcado por “disciplina, carácter e humanidade”.