Jovem de 18 anos morto a tiros pela Polícia durante festas em Maquela do Zombo
Jovem de 18 anos morto a tiros pela Polícia durante festas em Maquela do Zombo
afonsinho

Um jovem de 18 anos, identificado como Afonso Masidivinga, morreu depois de ser atingido por dois disparos no peito, alegadamente efectuados por efectivos da Polícia Nacional, durante as festas da Vila de Maquela do Zombo, província do Uíge, realizadas em 07 de Agosto deste ano.

Segundo apurou o Imparcial Press, o incidente ocorreu nas proximidades de um palco onde actuava um grupo do bairro Gika. Após o fim da actuação, alguns indivíduos terão começado a atirar pedras para o interior do palco, provocando pânico entre os presentes e uma fuga generalizada.

Foi durante a confusão que efectivos da Polícia Nacional presentes no local terão efectuado disparos, um dos quais atingiu mortalmente Afonso Masidivinga.

De acordo com as informações recolhidas, outras pessoas terão ficado feridas na ocorrência, incluindo uma jovem que terá sido transferida para o Hospital Provincial do Uíge. Não foram, contudo, avançados dados sobre o seu estado de saúde.

Familiares e testemunhas terão recebido informações segundo as quais os disparos que atingiram o jovem foram efectuados por um regulador de trânsito identificado pelo nome de “Jojo”.

A família questiona igualmente a actuação das autoridades durante e depois do incidente, alegando que o Comando Municipal da Polícia Nacional e a Administração Municipal não se pronunciaram sobre o caso. Mas dias depois, segundo os familiares, o pai da vítima terá sido chamado apenas para proceder ao levantamento do caixão.

O caso está a gerar preocupação entre moradores, sobretudo perante relatos de conflitos recorrentes entre grupos dos bairros Gika e Deolinda e os receios manifestados pela população quanto à segurança durante eventos públicos.

Fontes do Imparcial Press defendem a realização de uma investigação independente e imparcial para esclarecer as circunstâncias da morte de Afonso Masidivinga e determinar eventuais responsabilidades.

Pedem igualmente o apuramento das circunstâncias em que outras pessoas terão ficado feridas, bem como a adopção de medidas destinadas a evitar novos episódios de violência durante actividades públicas no município.

A família reclama ainda apoio das autoridades e acesso à justiça, alegando não dispor de recursos financeiros para contratar um advogado.

“Não queremos antecipar responsabilidades individuais, mas exigimos o esclarecimento dos acontecimentos e a eventual responsabilização dos envolvidos, caso seja confirmada a utilização indevida ou desproporcional da força”, rematou um dos familiares da vítima.

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