Professores de Chiéde reclamam subsídios após criação do novo município
Professores de Chiéde reclamam subsídios após criação do novo município
Professores de Chiéde

Professores do município de Chiéde, na província do Cunene, manifestam insatisfação com o alegado não pagamento de subsídios associados à nova classificação administrativa da circunscrição, que dizem vigorar desde a entrada em vigor da nova Divisão Político-Administrativa.

Segundo os professores, Chiéde, anteriormente era comuna do município de Namacunde, passou à categoria de município do tipo E, no âmbito da nova divisão político-administrativa, em vigor desde 31 de Janeiro de 2025.

Desde então, afirmam, os docentes colocados na nova circunscrição não têm recebido qualquer dos subsídios que, segundo entendem, estão associados às condições de isolamento, instalação e arrendamento.

Ao Imparcial Press, os professores reclamam igualmente do facto de continuarem integrados na folha salarial do município de Namacunde, apesar de exercerem as suas funções e participarem em actividades administrativas e pedagógicas no município de Chiéde.

“Continuamos a fazer parte da folha de salário do município de Namacunde, mas as actividades em que estamos envolvidos somos obrigados a realizá-las no município de Chiéde”, afirmam os docentes, que consideram existir uma falta de correspondência entre a sua situação administrativa e o local onde efectivamente trabalham.

Os professores dizem ter procurado, sem sucesso, respostas junto do Gabinete Provincial da Educação do Cunene e do secretariado provincial do Sindicato Nacional dos Professores (SINPROF), acusando ambos de silêncio perante a situação.

Os docentes reivindicam o pagamento dos subsídios que consideram devidos, bem como dos respectivos retroactivos desde a criação do município de Chiéde.

No seu apelo, dirigem-se ao Governo Provincial do Cunene, ao Gabinete Provincial da Educação, ao SINPROF, aos deputados eleitos pelo círculo provincial do Cunene e à ministra da Educação, pedindo intervenção para o esclarecimento e resolução do problema.

Os professores defendem que a alteração da categoria administrativa de Chiéde deve ser acompanhada da correspondente regularização da sua situação funcional e remuneratória.

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