PCA do FGC acusado de corrupção
PCA do FGC acusado de corrupção
Luzayadio

Funcionários do Fundo de Garantia de Crédito (FGC) acusam o presidente do Conselho de Administração, Luzayadio Simba, de ter pago 25 milhões de kwanzas à organização não-governamental Jethro International para obter o título de “Diplomata Civil Humanitário”, atribuído em Junho último, em Lisboa.

Segundo os mesmos, com o referido título, Luzayadio Simba pretende influenciar a ministra das Finanças, Vera Daves de Sousa, sua afilhada, a intervir junto do Presidente da República, João Lourenço, para que seja nomeado secretário de Estado ou assuma a presidência de outro conselho de administração de uma instituição pública.

De acordo com as mesmas fontes, o PCA do FGC tem manifestado internamente descontentamento com o actual cargo, que considerará aquém das suas expectativas e do nível de responsabilidade que pretende assumir, manifestando nos encontros restritos de trabalho a intenção de assumir novas funções no Executivo.

Os funcionários alegam ainda que o responsável passou a desvalorizar a dimensão da instituição e terá recorrido a contactos em Portugal, onde, segundo afirmam, adquiriu edifícios, numa tentativa de obter maior reconhecimento.

“Por isso, optou, através de um lobbying em Portugal, onde comprou edifícios, por procurar reconhecimento para também tentar branquear a sua gestão incaracterística e danosa, conflituosa, marcada pela falta de liderança e eivada de arrogância”, afirmam os funcionários.

As mesmas fontes manifestam insatisfação com o tratamento que dizem receber no local de trabalho e questionam a transparência da gestão do FGC.

Alegam ainda que o Ministério das Finanças não tem adoptado medidas perante situações que consideram irregulares na administração da instituição.

“Mesmo assim, o Ministério das Finanças não age e nada faz para pôr fim ao roubo protagonizado pelo PCA, Luzayadio Simba, em companhia da administradora financeira, Efigénia Mpengo”, afirmam.

As mesmas fontes alegam que o responsável terá perdido a proximidade com os trabalhadores e atribuem a sua nomeação para o FGC a uma alegada relação de proximidade com a ministra das Finanças.

Outra questão levantada pelos funcionários prende-se com as diferenças salariais existentes no FGC. Segundo os mesmos, a administração realiza despesas que consideram elevadas, enquanto existem trabalhadores com salários significativamente mais baixos.

Os funcionários questionam igualmente os descontos salariais resultantes de processos disciplinares que consideram conduzidos sem critérios rigorosos.

As mesmas fontes acusam ainda Luzayadio Simba de favorecer familiares e pessoas próximas nos processos de contratação e na definição das remunerações no FGC. Alguns desses trabalhadores auferem salários superiores a 900 mil kwanzas, enquanto trabalhadores com mais anos de serviço recebem menos de 600 mil kwanzas.

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