
Moradores do bairro Tchiokwe, actualmente integrado no município de Sequele, província de Icolo e Bengo, denunciaram um aumento da insegurança pública na zona e nos bairros adjacentes, apontando para a ocorrência frequente de assaltos à mão armada, roubos em residências e de motorizadas.
Segundo os moradores, a situação de insegurança agravou-se desde a integração do bairro na nova divisão administrativa, que, defendem, deveria contribuir para melhorar a resposta das autoridades aos problemas das populações.
Os residentes afirmam que, quando o bairro pertencia ao município de Viana, província de Luanda, as ocorrências relacionadas com a criminalidade eram acompanhadas de forma multissectorial, envolvendo órgãos de investigação criminal e efectivos do Comando Municipal de Viana.
Com a actual organização administrativa, os moradores dizem sentir uma degradação das condições de segurança e de salubridade, referindo a existência de montes de lixo espalhados pelas ruas, situação que, segundo os denunciantes, favorece a presença de mosquitos e moscas e dificulta igualmente a circulação das forças policiais.
A preocupação estende-se aos bairros Tempo Muda, Tio Lito, Tio Diogo, João Luís, Quela, Casa Branca 1, Casa Branca 2, Chiyeto, Tandi e Praça, que, segundo os moradores, são igualmente abrangidos pela área de intervenção da Esquadra da Baía.
Os denunciantes questionam a capacidade de resposta daquela unidade policial, alegando que a extensão territorial abrangida é elevada e que a esquadra dispõe de menos de 100 efectivos, um carro de patrulha e duas motorizadas.
“Há segurança pública com uma esquadra que atende todos estes bairros?”, questionam os moradores, que consideram insuficientes os meios disponíveis para responder às ocorrências em tempo útil.
Segundo os residentes, algumas ruas encontram-se parcialmente interditadas devido à acumulação de resíduos, situação que também dificultaria a entrada das viaturas policiais em determinadas zonas quando são registadas ocorrências.
Os moradores questionam ainda a intervenção dos órgãos de investigação criminal, nomeadamente do Serviço de Investigação Criminal (SIC) e da Direcção de Investigação de Ilícitos Penais (DIIP), defendendo uma presença mais activa na prevenção e investigação dos crimes denunciados.
Na avaliação dos residentes, a intervenção da Polícia de Ordem Pública, embora necessária, não será suficiente para responder ao aumento dos assaltos e roubos, defendendo uma actuação articulada entre as diferentes estruturas de segurança.
Os moradores apelam às autoridades competentes para que a situação seja analisada com urgência e sejam reforçados os meios humanos e materiais destinados à segurança pública nos bairros abrangidos pela Esquadra da Baía.
A preocupação manifestada surge também num contexto em que os residentes dizem pretender chamar a atenção das autoridades para problemas que consideram ter-se agravado com a nova divisão administrativa, incluindo questões de segurança, saneamento e circulação.
Os moradores insistem que a insegurança vivida no Tchiokwe e nas zonas adjacentes deve ser tratada como uma questão prioritária, defendendo uma resposta das autoridades que permita reforçar a prevenção criminal e melhorar as condições de habitabilidade da população.