Funcionários do Ministério das Finanças denunciam irregularidades no enquadramento de contratados
Funcionários do Ministério das Finanças denunciam irregularidades no enquadramento de contratados
Minfin vera

Funcionários do Ministério das Finanças (MINFIN) denunciam alegadas irregularidades no processo de transição de trabalhadores contratados para o quadro definitivo da função pública, alegando que estariam a ser incluídas pessoas que não reúnem os requisitos legais.

O processo, autorizado para 2026, abrange trabalhadores em regime de contrato de trabalho público cujos vínculos tenham sido comprovadamente celebrados antes da entrada em vigor da Lei n.º 26/22, de 22 de Agosto, e que não estejam registados no SIGFE.

Segundo os funcionários, estão a ser enquadradas pessoas que nunca tiveram vínculo anterior com a administração pública e trabalhadores contratados mais recentemente, incluindo alguns casos de 2025.

Os mesmos referem ainda situações envolvendo familiares de alguns responsáveis do Ministério das Finanças, tal como é de praxe.

Outra preocupação prende-se com o enquadramento de trabalhadores em categorias superiores com base em habilitações académicas que não teriam sido devidamente reconhecidas.

São apontados casos de técnicos médios que estariam a ser enquadrados como técnicos superiores sem validação dos respectivos processos académicos pelo Instituto Nacional de Avaliação, Acreditação e Reconhecimento de Estudos do Ensino Superior (INAAREES).

Os funcionários consideram que estas situações podem afectar a progressão de trabalhadores já integrados nas carreiras, ao reduzir as vagas disponíveis nas categorias superiores.

A Lei de Bases da Função Pública estabelece que o pessoal contratado deve cumprir requisitos específicos para o enquadramento no quadro definitivo e proíbe a transição administrativa em violação das regras de ingresso.

O Despacho Presidencial n.º 334/26, de 17 de Agosto, delegou na ministra da Administração Pública, Trabalho e Segurança Social os actos necessários à transição e determinou ao MAPTSS e ao MINFIN a operacionalização e inserção dos trabalhadores abrangidos no SIGFE.

Perante as suspeitas, os trabalhadores defendem uma auditoria independente aos processos, para verificar a validade dos contratos, as datas de contratação, as habilitações académicas e os critérios utilizados na atribuição das categorias.

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