
Uma inspectora-chefe da Polícia Nacional, colocada no Comando Municipal do Nzeto, província do Zaire, é acusada de ter agredido fisicamente um aluno de 12 anos dentro do Complexo Escolar n.º 617 Missionário, depois de saber que o menor se havia envolvido numa briga com o seu filho.
O incidente terá ocorrido na sexta-feira, 02 de Outubro, um dia depois de o filho da agente ter regressado a casa a chorar e contado à mãe que havia entrado em confronto físico com um colega.
Segundo familiares do menor, na manhã seguinte, minutos antes do início das aulas, a inspectora-chefe Emanchala Rolando terá deslocado-se à instituição fardada e acompanhada pelo filho, sem contactar previamente a direcção da escola.
Depois de o filho identificar Maurício Carlos Dias, de 12 anos, como o colega com quem se havia envolvido na véspera, a oficial terá abordado o menor no interior do recinto escolar e iniciado uma agressão física.
Funcionários da instituição terão intervindo para interromper a agressão. Os familiares afirmam que o aluno sofreu lesões e foi posteriormente encaminhado para o Hospital Municipal do Nzeto, onde recebeu assistência médica.
Imagens que, segundo os familiares, estarão relacionadas com o episódio mostram o menor com marcas aparentes de agressão.
Após o incidente, a direcção do Complexo Escolar n.º 617 Missionário terá convocado a inspectora-chefe para prestar esclarecimentos sobre o ocorrido. De acordo com os familiares, a inspectora-chefe da polícia não compareceu à reunião, tendo enviado um irmão em sua representação.
Os pais de Maurício afirmam que a reunião acabou por decorrer num ambiente de tensão e alegam que o representante da agente também terá dirigido palavras consideradas desrespeitosas aos responsáveis da escola e à família do menor.
Na sequência do caso, os pais de Maurício Carlos Dias apresentaram uma queixa junto do Comando Municipal do Nzeto e aguardam pelo posicionamento das autoridades sobre o processo.
A família pede que o caso seja investigado com imparcialidade e que sejam observados os procedimentos legais, independentemente da função exercida pela pessoa acusada.
Os pais do menor afirmam ainda que poderão recorrer a outras instâncias caso considerem que o processo não está a ser conduzido de acordo com a lei ou que não estão asseguradas condições de imparcialidade.