
O comandante da Unidade de Reacção e Patrulhamento (URP) no Zaire, superintendente Alberto Guerreiro, é acusado de liderar um alegado esquema de desvio e comercialização de combustível e bens logísticos destinados à unidade.
Segundo as informações, o combustível disponibilizado à URP terá sido comercializado por Zacarias Sanguengue, chefe de Transportes da unidade, e Jamba Xingui, antigo chefe técnico.
A alegada comercialização de bens logísticos é atribuída a Soraya Patrícia, chefe de Logística da URP, que poderá prestar esclarecimentos sobre a gestão e destino dos meios pertencentes à unidade.
Alberto Guerreiro terá sido igualmente alvo de um processo na Inspecção do Comando Provincial da Polícia Nacional no Zaire, numa altura em que aquele órgão era dirigido pelo superintendente-chefe Afonso Isabel.
No âmbito desse processo, Jamba Xingui terá sido chamado a prestar declarações sobre os factos em apreciação. Após o depoimento, o agente terá sido transferido, em regime de permuta, para o Huambo, por intermédio do comandante da URP.
As informações apontam ainda para uma alegada relação de protecção entre Alberto Guerreiro e o comissário-chefe Manuel Gonçalves “Nelito”, actual delegado e comandante provincial da Polícia Nacional em Luanda.
A situação levanta questões sobre a gestão do combustível e dos bens logísticos destinados à URP no Zaire, bem como sobre os procedimentos de controlo interno dos recursos atribuídos à unidade.
Os factos deverão ser submetidos a averiguação pelas entidades competentes, nomeadamente a Procuradoria-Geral da República, a Inspecção-Geral da Administração do Estado e o Comando Provincial da Polícia Nacional no Zaire.