INAGBE: Bolseiros no exterior passam a receber diplomas de fim de curso em Angola
INAGBE: Bolseiros no exterior passam a receber diplomas de fim de curso em Angola
inagbe

O Instituto Nacional de Gestão de Bolsas de Estudo (INAGBE) criou novos métodos que visam impedir os estudantes bolseiros a permanecerem no país de formação mesmo já tendo concluído os estudos.

A informação foi avançada pelo director geral do INAGBE, Milton Chivela, na última sexta-feira, em Luanda, quando falava sobre os estudantes bolseiros que não mostram interesse em regressar ao país de origem a fim de contribuírem para o seu desenvolvimento.

Para impedir a fuga de quadros formados no exterior à custa do Estado, o governo angolano criou um método que visa obrigar os beneficiários de bolsas de estudo a regressarem ao país, a fim de receberem os seus respectivos diplomas do curso já concluído.

“Temos um regulamento em carteira onde estabelece que o estudante bolseiro deve receber o seu diploma aqui no país e não no país de formação. Vamos implementar aquilo que o regulamento já estabelece”, avançou.

Segundo Milton Chivela, existem estudantes que mostram interesse em regressar e alguns não. “Fizemos agora uma prova de vida e nos deparamos com um número reduzido de estudantes que já concluíram a formação e ainda não apresentaram indícios de voltar ao país, algo muito preocupante porque é um investimento muito grande que o Estado tem feito”.

Já o presidente da associação dos estudantes em Portugal, Sivi Pedro, que falava ao Novo Jornal, no passado dia 21 de Dezembro de 2022, referiu que os motivos alegados de não ao regresso dos estudantes a Angola tem a ver com a insegurança, os salários pouco atractivos e falta de oportunidades de emprego, defendendo que “é importante o Governo tomar medidas no sentido de obrigá-los a retornar, pois muitos têm um compromisso com o Estado que paga as respectivas bolsas de estudo”.

Sivi havia denunciado ainda que muitos dos estudantes que não querem regressar ao país, são bolseiros inseridos no acordo entre Portugal e Angola, considerando que o Governo quase não tem controlo desses bolseiros, razão pela qual muitos acabam por ficar nos países para onde são enviados para estudar.

O estudante considera que, para além da importância de se passar a mensagem sobre a necessidade de regressar, o Governo angolano deve criar políticas de integração desses estudantes que saem do exterior.

Compartilhar:

Facebook
WhatsApp
LinkedIn
Twitter
error: Conteúdo protegido