
Face às últimas denúncias divulgadas em diversos portais de notícias angolanos, sobre a gestão danosa e apetites “estranhos” do erário que a juíza conselheira presidente do Tribunal de Contas, Exalgina Renée Vicente Olavo Gambôa, tem vindo a demostrar desde que assumiu a direcção deste órgão, o cidadão Edivaldo Tito Cruz – um dos beneficiários do erário – saiu hoje da “toca” em defesa sua progenitora.
Numa nota tornada pública hoje, em defesa de o bom nome da juíza presidente do Tribunal de Contas, sua mãe, Edivaldo Tito, como é conhecido, pede aos órgãos de comunicação social a serem responsáveis nas suas publicações no que toca as acusações [que na sua opinião são falsas] sobre o caso.
O Imparcial Press faz questão de publicar na íntegra a nota de Edivaldo Tito que contém informações que não eram do domínio público.
Eis a nota:
A minha audiência conhece-me apenas como Edivaldo Tito, mas sou filho da presidente do Tribunal de Contas de Angola, Exalgina Gambôa.
A minha mãe é uma mulher divorciada há mais de 30 anos (com o PCA da Imogestin, Rui Cruz), trabalhadora e independente, que depois de terminar a sua carreira como deputada à Assembleia Nacional (pela Bancada Parlamentar do MPLA), viu o anúncio do concurso público para juízes do Tribunal de Contas no Jornal de Angola e decidiu candidatar-se à juíza do Tribunal de Contas, tal como a Dra. Elisa Rangel, Domingas Alexandre, Joaquim Mande e outros profissionais de direito e economia.
Quem a conhece sabe a sua rotina, sabe os seus gostos humildes. Todos os dias religiosamente faz a sua primeira oração às 5h da manhã e depois junta-se ao grupo de oração às 21h.
Hoje os seus inimigos políticos pretendem manchar o seu bom nome, e manchar o nome dos seus filhos que também já são profissionais há cerca de 20 anos. Esta perseguição tem causado problemas graves de saúde à minha mãe, e hoje eu faço esta publicação para esclarecer que nós somente queremos a nossa mãe de boa saúde, para continuar a cuidar dos seus filhos, e criar os seus netos.
A nossa principal preocupação é a sua saúde, e por isso pedimos que as pessoas e os órgãos de comunicação sejam responsáveis na sua comunicação.
O Presidente da República sempre teve uma relação pessoal e de amizade com a nossa família, mas isto nunca serviu de escudo para a realização de actos de corrupção ou qualquer acto que não traga honra ao Executivo e ao Tribunal de Contas.
Em 2018 tive a oportunidade de estar com a Primeira-Dama da República em um casamento e perguntei-lhe se o meu filho podia participar na actividade infantil no final de ano na Cidade Alta (Presidência da República). Rapidamente esclareceu-me que o evento era para as crianças mais desfavorecidas, e que era contra o favoritismo para pessoas conhecidas. A mensagem foi clara: todos os angolanos são iguais aos olhos do casal presidencial.
Nós, filhos de Exalgina Gambôa, somente queremos a nossa mãe de boa saúde, para continuar a cuidar dos seus filhos, e criar os seus netos.
Por favor, sejam responsáveis com as falsas acusações partilhadas nas redes sociais.
Edivaldo Tito