
Em reacção a matéria [Cadáver de jovem mulher (de 22 anos) desenterrado e violado no cemitério de Catumbela] publicada hoje, em primeira mão, pelo Imparcial Press, a médica legista do Serviço de Investigação Criminal em Benguela, Maria Almeida, revelou hoje, domingo, 20, que a perícia feita ao cadáver de Stela Gonçalves revela que a mesma foi violentada sexualmente no cemitério de Catumbela.
A especialista adiantou ainda que, durante a perícia, foram encontradas esperma no canal vaginal e gotas de sangue do violador.
Maria Almeida informou que a Stela Gonçalves foi vítima de acidente de viação no dia 8 de Agosto, e faleceu no dia 14 de Agosto e o seu funeral foi realizado no dia 16, e no dia seguinte [17/08] foi quando ocorreu o caso de necrofilia.
“Fizemos o exame pericial e verificamos que a vítima sofreu lesões provocadas pelo acidente de viação na região craniana e dorsal e encontramos a sua roupa interior cortada, bem como material genético, no caso espermatozóides, no canal vaginal na sequência da agressão sexual”, explicou.
Como acção imediata, foram recolhidos pedaços da roupa interior que continha gotículas de sangue, para serem enviados ao Laboratório de Criminalística em Luanda, para se apurar a sua pertença e chegar ao agressor.
Entretanto, o porta-voz do Comando Provincial da Polícia Nacional, superintendente Ernesto Tchiwale, disse que, além deste serviço de especialidade, a corporação está a fazer diligências para a localização, identificação e detenção do infractor.
A polícia apela a sociedade no sentido de denunciar esses crimes para inibir esse tipo de comportamento, que também atenta aos hábitos e costumes dos angolanos.
Por sua vez, o secretário da Administração da Catumbela, João Luís, afirmou que a instituição vai juntar o Conselho Municipal de Auscultação, às autoridades tradicionais e religiosas, bem como os jovens, para fazer uma análise holística da situação e achar as medidas necessárias para acabar com este tipo de situação que “está a manchar o nome da Catumbela e até do país”.
Questionado sobre a segurança no cemitério, afirmou que não existe um corpo efectivo para realizar este trabalho. “Durante o dia temos os nossos colaboradores que trabalham no próprio cemitério e no período nocturno, de vez em quando, a Polícia Nacional vai fazendo o seu patrulhamento”, esclareceu.