Cadáver de jovem mulher (de 22 anos) desenterrado e violado no cemitério de Catumbela
Cadáver de jovem mulher (de 22 anos) desenterrado e violado no cemitério de Catumbela
stela

O cadáver de uma jovem mulher que em vida respondia pelo nome de Stela Geovane Carvalho Gonçalves, de 22 anos, que repousa(va) na quadra 40, cova n.º 492, no cemitério municipal de Catumbela, província de Benguela, desde o dia 16 de Agosto, foi exumado e abusada sexualmente por desconhecidos, tal como ilustra a imagem, na calada da noite de quinta-feira, 17.

Segundo os dados em posse do Imparcial Press, a malograda – que era solteira até a data da sua morte – foi vítima de acidente de viação no dia 8 de Agosto, tendo sido tratada no Hospital Geral de Benguela, onde permaneceu dois dias nos cuidados intensivos.

Mas, devido a gravidade das lesões (craniana e dorsal) que sofreu, veio a falecer no dia 14 de Agosto e o seu funeral foi realizado no dia 16, e no dia seguinte [17 de Agosto] foi quando ocorreu o caso de necrofilia.

As autoridades acreditam piamente que a malograda – que em vida residia no bairro do Lobito Velho, localizado no município do Lobito – foi vítima de um ritual macabro e satânico.

«Por volta das 11h00 de 18 de Agosto, ocorreu um caso de Atentado de Restos Mortais, no interior do cemitério municipal, no quarteirão adjacente a linha do Caminho-de-Ferro de Benguela, dado o teor da informação ora recebida, prontamente se deslocou ao local uma equipa de especialistas deste órgão, dentre os quais o técnico criminalista, o médico legista e o seu auxiliar que constataram “in loco” a veracidade dos factos, tendo se verificado, que no quadrado 40 concretamente, no exterior do coval nº 492, os restos mortais da cidadã que em vida se chamou Stela Jeovane Carvalho Gonçalves, solteira de 22 anos de idade, filha de Manuel da Silva Gonçalves e de Arlete de Jesus Braz Rodrigues, natural de Benguela, e residia em vida no Lobito, bairro do Lobito Velho.
Entretanto, antes do trabalho técnico policial, solicitou-se a presença das autoridades tradicionais locais, que realizaram o seu trabalho, tendo concluído tratar-se de actividade com índole satânica.
De realçar que do exame minucioso ao mesmo cadáver realizado pela equipa médica-legal e o técnico criminalista, verificou-se que a roupa interior do cadáver (boxa) foi cortado com o propósito de ter acesso aos órgãos genitais, presumindo que seja um ritual “Satânico”.
Que após realizado o trabalho médico legal, o cadáver foi novamente sepultado.
»

Comunidade chocada

O triste facto que chocou a comunidade local terá sido denunciado pelos familiares da malograda que agora clamam por justiça.

Cláudio Gonçalves, identificado como tio de Stela Gonçalves, explicou que a família ficou surpreendida ao chegar ao cemitério da Catumbela, e encontrar a urna retirada da cova, partida e o corpo exposto ao público. “Roubo de urna não foi, porque a urna estava ali e o corpo que estava fora e sem roupa”, contou.

Necrofilia

Necrofilia significa ter relações sexuais com o cadáver. É uma parafilia caracterizada pela excitação sexual decorrente da visão ou do contato com um cadáver. É um transtorno de sexualidade em que o agente busca prazer realizando o acto com uma pessoa morta.

Casos de necrofilia são raros em Angola, mas chocantes e degradantes. A sociedade se revolta com essas situações e considera este tipo de acção, macabro, repugnante, detestável e abominável.

Em Angola, a necrofilia é tipificada como crime de “Atentado de Restos Mortais”, à luz do artigo 221.º do Código Penal vigente.

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